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O vazamento do assessor de Viviane Senna, Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, como provável ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro derrubou-o do cargo antes do convite formal. O ataque da bancada evangélica e de outros defensores do Escola sem Partido foi fulminante. Mozart Ramos foi acusado de ter perfil "moderado demais". A base de apoio a Bolsonaro exige um nome comprometido com o obscurantismo em educação. Por isso, os dois nomes em cogitação no momento são os do ultraconservador colombiano Ricardo Vélez Rodriguez e o do procurador da República Guilherme Schelb, que tem intimidado escolas com medidas de patente ilegalidade.
Bolsonaro admitiu na manhã desta quinta (220 que o nome de Schelb está em exame: “Eu vou conversar hoje [quinta-feira] com o senhor Guilherme Schelb para o ministério também. A gente conversa para tomar decisão lá na frente. É um ministério importantíssimo, como outros, e é ali que está o futuro do Brasil”.
Schelb é defensor da proibição de que as escolas discutam assuntos envolvendo gênero e sexualidade e da escola sem partido. Ele foi o autor, no ano passado, de uma notificação extrajudicial dirigida a diretores de escolas e professores que dizia que se eles apresentassem em sala de aula conteúdo sobre sexualidade poderiam ser processados. A PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão) divulgou nota técnica afirmando ser inconstitucional a iniciativa de Guilherme Schelb para proibir esse tipo de discussão nas escolas.
Já o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez coordena o Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Ele é membro do conselho consultivo da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), do Instituto de Geografia e História Militar, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Brasileira de Filosofia. Autor de “Da Guerra à Pacificação”, “O Patrimonialismo Brasileiro em Foco” e “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista”. O professor também é mestre e doutor em Filosofia. É ligado ao ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ultraconservador como ele.
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