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A secretária nacional da Família do Ministério de Direitos Humanos, Angela Gandra, teve uma viagem à Polônia totalmente paga pela organização cristã antiaborto Ordo Iuris. A informação é da coluna de Guilherme Amado, na revista Época.
A secretária esteve em Varsóvia entre os dias 12 e 15 de novembro, onde foi ao instituto e a reuniões do governo polonês de Andrzej Duda, político ultraconservador e de extrema-direita. O ministério de Damares afirmou à coluna que autorizou a viagem.
A viagem de Angela Gandra ocorreu cerca de um mês após o país proibir o aborto legal. Um tribunal constitucional na Polônia decidiu no dia 22 de outubro que a interrupção da gravidez, mesmo por anormalidade fetal, viola a Constituição. A decisão, portanto, configura em uma proibição quase total do aborto no país.
A Ordo Iuris é um dos grupos que atuou pela proibição da prática na Polônia. O próprio grupo se define como uma associação de juristas conservadora e antiaborto que tem como principal objetivo influenciar na Legislação europeia.
Opinião THIAGO DOS REIS: A Polônia vive mais de 1 mês de protestos diários por conta de mudanças na lei do aborto, que proíbe a interrupção da gravidez mesmo em casos de anencefalia, doença grave do feto ou risco de morte da mãe. A Polônia é o único país da Europa onde o aborto não é legalizado.
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