Maia chama Bolsonaro de mentiroso após ser cobrado sobre o 13o.do Bolsa Familia 2020

Portal Plantão Brasil
18/12/2020 08:01

Maia chama Bolsonaro de mentiroso após ser cobrado sobre o 13o.do Bolsa Familia 2020

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1372 visitas - Fonte: O Estadão

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro mandou cobrar do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o fato de os beneficiários do Bolsa Família não receberem o 13º este ano, embora o governo não tenha enviado nenhuma proposta ao Congresso para garantir o benefício a mais em 2020. Em reação, Maia disse ao Estadão que vai pautar amanhã a MP que estende o auxílio emergencial e assegurar o repasse natalino aos beneficiários do programa.









"Não teve 13º para Bolsa Família este ano porque presidente da Câmara deixou MP caducar", disse Bolsonaro em transmissão numa rede social. "Vai cobrar do presidente da Câmara".



"É mentiroso. É quase uma molecagem", rebateu Maia ao Estadão. Segundo ele, a Câmara votará amanhã a Medida Provisória que estendeu até o fim do ano o auxílio emergencial e vai incluir no texto o 13º para os beneficiários do Bolsa Família (o que não está previsto na proposta original enviada pelo governo). Maia disse esperar que o Senado vote o texto na segunda-feira, 21.







“A única coisa que eu pedi ao relator da MP Marcelo Aro (PP-MG) é que incluísse a criação do 13º do Bolsa para atender o presidente Bolsonaro e que ele consiga com o presidente do Senado uma sessão na segunda para votar”, disse Maia.



A equipe econômica, porém, esperava que essa MP nem fosse levada a votação para não abrir a possibilidade de uma nova prorrogação do auxílio emergencial para além de dezembro. Como MP tem vigência de lei, o pagamento do auxílio até o fim do ano está sendo feito, mesmo que o texto não seja votado pelos parlamentares.







Em outubro de 2019, o presidente assinou medida provisória dando o 13.º salário a beneficiários do Bolsa Família, mas o benefício só valia para o ano passado.



Parlamentares chegaram a discutir a ampliação da MP para deixar permanente o 13º para o Bolsa Família e incluir o pagamento da parcela extra a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que já recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). As duas propostas de mudança chegaram a ser incluídas no parecer do relator da matéria no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).



Se a proposta fosse aprovada pelo Congresso, o impacto para os cofres públicos seria de R$ 7,5 bilhões ao ano.







Ainda no caso do Bolsa Família, o relator incluiu no seu relatório o reajuste a partir de 2021 do valor pago aos inscritos. O texto falava em correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Atualmente, não há essa regra e o reajuste fica a critério do governo. O relatório de Randolfe, no entanto, nem chegou a ser votado e perdeu a validade em 24 de março.



Neste ano, todos os beneficiários do Bolsa Família receberam o auxílio emergencial. Primeiro, foram pagas cinco prestações de R$ 600 e depois mais quatro de R$ 300. O benefício médio do Bolsa Família é de R$ 190.



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