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Crítico contumaz da Operação Lava-Jato, de seus integrantes e dos métodos adotados pela força tarefa, o ministro do STF Gilmar Mendes foi ao Twitter na manhã desta sexta e, sem citar nominalmente Sergio Moro ou Deltan Dallagnol, criticou as intenções políticas de membros do Judiciário.
Nesta quinta, Dallagnol anunciou seu desligamento como procurador do MPF e indicou que deve perseguir um futuro nas urnas. No mesmo dia veio a público o depoimento prestado por Jair Bolsonaro no inquérito que apura interferências suas na PF, no qual o presidente relata que Moro, quando ministro da Justiça, teria condicionado mudanças na direção da polícia à garantia de que seria indicado a uma vaga no STF, o que o ex-juiz nega.
Gilmar não cita os dois movimentos textualmente, mas reitera críticas anteriores. “Alerto há alguns anos para a politização da persecução penal. A seletividade, os métodos de investigações e vazamentos: tudo convergia para um propósito claro – e político, como hoje se revela. Demonizou-se o poder para apoderar-se dele. A receita estava pronta”, diz o magistrado.
NOTA DO PLANTÃO BRASIL
Veja a publicação do ministro em rede social:
Alerto há alguns anos para a politização da persecução penal. A seletividade, os métodos de investigações e vazamentos: tudo convergia para um propósito claro - e político, como hoje se revela. Demonizou-se o poder para apoderar-se dele. A receita estava pronta.
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) November 5, 2021