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O chefe da assessoria internacional da Presidência da República, Filipe Garcia Martins, não registra compromissos em sua agenda oficial desde junho de 2021. Para ocupar o posto, ele recebe R$ 16.944,90 mensais.
Em cargo de confiança no Palácio do Planalto, Martins é um dos responsáveis por aconselhar o presidente Jair Bolsonaro (PL) em posicionamentos sobre temas diplomáticos – como é o caso do conflito entre Rússia e Ucrânia.
O Brasil de Fato enviou um pedido de nota sobre o tema para a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência na tarde desta quinta-feira (25). Caso o órgão dê retorno ao questionamento, a resposta será adicionada na íntegra a esta reportagem.
A Lei 12.813/2013 determina que servidores federais em cargos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) de nível 6, como é o caso de Martins, "divulguem, diariamente, por meio da rede mundial de computadores - internet, sua agenda de compromissos públicos".

Nesta quinta-feira, Martins fez uma série de publicações no Twitter para comentar a escalada do conflito no leste europeu. Ele atribuiu aos veículos de imprensa a reprodução de “erros factuais” e afirmou que é hora de evitar opiniões sobre o assunto.
“Tomem cuidado, sobretudo, porque os impactos do que está acontecendo podem ser muito nocivos para o Brasil, afetando nossa vida cotidiana, através dos preços de combustíveis e de alimentos, e o poder relativo do Brasil como celeiro do mundo e potência de médio porte”, escreveu.
4. É hora de fazer economia de opinião, buscar compreender a situação em termos factuais em vez de agir como se estivéssemos falando de futebol ou de BBB, e agir com cautela, orientando-nos pelo primado do direito internacional e não pelas preferências políticas do momento.
— Filipe G. Martins (@filgmartin) February 24, 2022