Depois da demissão, Luna e Silva chora em entrevista à Veja sobre interferência de Bolsonaro na Petrobras

Portal Plantão Brasil
1/4/2022 15:15

Depois da demissão, Luna e Silva chora em entrevista à Veja sobre interferência de Bolsonaro na Petrobras

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Alçado ao primeiro escalão durante o governo golpista de Michel Temer (MDB), quando foi nomeado ministro da Defesa, o general Joaquim Silva e Luna chorou em entrevista à Veja ao comentar sobre seu processo de demissão da Presidência da Petrobras por Jair Bolsonaro (PL).


Segundo reportagem da revista, que defende a dolarização dos combustíveis e a privatização da empresa, Silva e Luna chorou ao falar do processo de fritura a que foi submetido por Bolsonaro até saber de sua demissão por meio de um telefonema do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na última segunda-feira (28).

"Sua maior frustração não diz respeito às pressões ou dificuldades na presidência de um colosso de regime misto que vale 90 bilhões de dólares, mas a seu desfecho, com um processo de fritura que considera desrespeitoso a sua biografia de militar e de gestor. E quando fala sobre isso seus olhos se enchem de lágrimas e a voz lhe foge", diz trecho da reportagem em tom emotivo para prenunciar a fala do militar.


“Tem coisas para mim que são sagradas, e a mais importante é minha biografia. Quero minha reputação íntegra, para quem quiser olhar. Não aceito que ninguém jogue pedra nisso aqui e, por consequência, na própria empresa", disse Silva e Luna na sequência do texto.

Na entrevista, que foi realizada na terça-feira (29), no escritório da Petrobras no Rio, o general relata que "as pressões sempre foram crescentes" por parte de Bolsonaro para mexer na política de preços e ressalta que "foram todas absorvidas, nunca cedidas".


"Essas resistências foram crescendo, foram feitas algumas sinalizações públicas. Mas eu não abandonaria o campo de batalha. Não me senti surpreendido com o desfecho. A forma me surpreendeu um pouco", disse.

O militar ainda classifica a ação como "armadilha" e reclama de não ter recebido nem, ao menos, um telefonema de Bolsonaro.

"Esperava um contato telefônico, algo nesse sentido. Como estou aqui para um mandato de dois anos, não imaginava esse tipo de armadilha. Tive contato com a lista a ser enviada ao conselho de administração de última hora, tirando meu nome e colocando outros. Caberia uma maneira mais respeitosa de se fazer isso. Considero como parte do processo. Mas não custava dizer que precisava do cargo, me ligar. Estaríamos resolvidos. Não tenho apego a cargo, a nada. O final do filme não foi surpresa, mas jamais imaginei que chegaria a esse momento. Não negocio com minha alma. Não vendo minha alma a ninguém", disse o general, colocando mais dramaticidade na resposta.


Por fim, o militar faz uma defesa enfática da política de paridade internacional de preços, adotada por Temer, e diz que para mudar é como "mexer na Lei da Gravidade".

"Mudar a legislação fica difícil. Mexer na política de preços é como mexer na lei da gravidade. A forma de baixar o preço é torcer para a guerra passar. Não vejo solução a partir da Petrobras".


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