Alunos de colégios particulares de Curitiba - cuja mensalidade supera o valor do salário mínimo - reagiram de forma fascista à derrota de Jair Bolsonaro (PL), ameaçando colegas que apoiam Lula (PT) e tramando compra de armas e até ameaças de morte ao presidente eleito.
Na segunda-feira (31), um vídeo de alunos do Colégio Marista circulou nas redes. Nas imagens, um grupo de alunos com bandeiras do Brasil hostiliza outros estudantes e, de forma fascista, entoam o coro "ei, Lula, vai tomar no cu".
Colégio Marista de Curitiba, hoje pela manhã, foi palco duma manifestação fascista, protagonizada pelos filhos da classe média branca que os educa para a insensibilidade, violência e intolerância.
Em entrevista ao portal Uol, a advogada Janaina Santos diz que as filhas que estudam no colégio foram agredidas por colegas por terem ido de camiseta vermelha após a vitória de Lula.
"Chegou um piá do ensino médio e empurrou minha filha de 11 anos. Ela não chegou a cair. Depois os alunos contaram que alguns cuspiram na minha filha mais velha, na hora ela nem viu", contou a advogada.
Segundo a reportagem, os alunos bolsonaristas do colégio e de outras escolas de elite - como o Positivo Ãngelo Sampaio e o Bom Jesus, onde a mensalidade chega a R$ 1,9 mil - trocam mensagens em grupos de WhatsApp em que falam do desejo de comprar armas e de "matar o Lula".
"Quem vai ser o herói que vai matar o Lula", diz uma das mensagens. "A 12 do meu pai chegou sexta-feira kkk", diz outro texto, sobre a compra de um armamento de calibre 12. "Vou atirar em feminista" e "vamo comprar arma", dizem outras mensagens.
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