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O governo de Mato Grosso, do governador Mauro Mendes (União Brasil), determinou o uso da tropa de choque da Polícia Militar para desobstruir as rodovias federais do estado, onde estão concentradas as manifestações que pedem intervenção militar. A decisão ocorreu após um grupo armado atacar um posto de apoio na BR-163, na noite desse sábado (19/11).
Em nota divulgada no domingo, o governo do Mato Grosso classificou a ação do grupo armado de “reprovável” e se referiu aos manifestantes como vândalos. Um planejamento para conter os manifestantes está sendo feito com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, segundo o governo estadual.
“A atitude desse grupo de vândalos, com cerca de 10 integrantes armados, é reprovável e todo efetivo será empregado para identificar e capturar os responsáveis por esse ato criminoso”, informou trecho da nota.
Também no domingo, os ministérios públicos Federal e Estadual de Mato Grosso recomendaram ao governador que seja pedida a atuação da Força Nacional para desfazer os bloqueios e identificar os responsáveis pelos crimes.
Concentração de bloqueios
Na tarde de domingo, dos 12 bloqueios totais de rodovias federais no país, 11 eram em Mato Grosso. A maior parte em municípios vizinhos a Lucas do Rio Verde, onde o grupo armado atacou o posto de apoio da concessionária Rota do Oeste.
O local foi atingido por vários tiros. Além disso, equipamentos acabaram destruídos, assim como um guincho foi incendiado. O grupo armado chegou a tentar atear fogo a uma ambulância, utilizando bombas caseiras. Funcionários da concessionária foram rendidos.
Veja o vídeo:
Situação atual
Ainda no domingo, foram desfeitos dois bloqueios da cidade de Sorriso, os dois de Lucas do Rio Verde e o de Nova Mutum. No entanto, surgiram novos bloqueios em Sapezal, Pontes e Lacerda e Matupá.
Segundo a PRF de Mato Grosso, na manhã desta segunda-feira (21/11), há bloqueios em Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, um novo em Lucas do Rio Verde e outro em Sapezal. Os trechos bloqueados de Pontes e Lacerda e Matupá foram liberados.
A ação contra as interdições nas rodovias está sendo feita em conjunto entre a PM de Mato Grosso e a Polícia Rodoviária Federal. Segundo o governo, serviços de inteligência das forças de segurança estadual e federal estão atuando para identificar os responsáveis por atos criminosos.
Resposta ao STF
A nova onda de intervenções de rodovias pedindo intervenção militar e contra o resultado da eleição presidencial começou na sexta-feira (18/11), um dia após noticiado na imprensa uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinava o bloqueio de 43 contas de empresários e pessoas físicas por financiar esses atos pró-golpe.
Em grupos de aplicativo de mensagem formados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), o discurso na sexta era de que essas novas manifestações seriam uma resposta à decisão do STF.
Apoiadores de uma intervenção militar e contra o resultado das urnas acampam em frente a unidades do Exército desde o começo de novembro. Reportagem da coluna do Rodrigo Rangel revelou que manifestantes com essas pautas estão se reunindo com o general Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro.
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