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Em um ofício enviado ao ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino, o ministro Silvio Almeida, da pasta de Direitos Humanos e Cidadania, pediu mais proteção a trabalhadores de saúde e lideranças indígenas que atuam no epicentro da crise yanomami em Roraima.
Uma equipe do ministério está na Terra Indígena Yanomami e, nas audiências que realizaram, puderam constatar ameaças como:
O aliciamento de jovens indígenas por parte dos garimpeiros, que, fortemente armados, estariam distribuindo mais armas para a população
Um "risco concreto e iminente à integridade física e vida" de lideranças locais devido à repercussão da crise
Ameaças a "equipes de saúde que se deslocam para distribuição de medicamentos e resgate de pessoas doentes"
Silvio Almeida pediu de "forma emergencial" a maior atuação de agentes da Polícia Federal, que realiza ações de inteligência, e de forças de segurança nacional na proteção de quem trabalha na emergência de saúde.
O ministro ainda solicitou que a Força Nacional de Segurança Pública acompanhe a equipe de Direitos Humanos e Cidadania em uma incursão que o grupo fará nos municípios mais atingidos pela falta de assistência social.
A DPU (Defensoria Pública da União) alertou, em outro ofício enviado hoje ao governo federal, que garimpeiros seguem ameaçando lideranças yanomami mesmo com a presença de homens da Força Nacional
"Enquanto se atendia apenas a região do Surucucu, por exemplo, lideranças das aldeias do Auaris clamavam por socorro imediato sem perspectiva de atendimento por falta de aeronaves" - DPU, em ofício aos ministros
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