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A ministra Simone Tebet (MDB) confirmou que deixará o comando do Ministério do Planejamento até o dia 30 de março para se lançar na disputa eleitoral de 2026. Em evento realizado no Insper, em São Paulo, Tebet revelou que a decisão foi alinhada diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a ministra, Lula a enxerga como uma peça fundamental no processo político que se avizinha, reconhecendo a importância de sua liderança para fortalecer a coalizão democrática que governa o país.
A saída de Tebet faz parte de um movimento estratégico mais amplo do Governo Federal. A expectativa é que cerca de 20 ministros deixem suas pastas até abril para cumprir os prazos de desincompatibilização exigidos pela legislação eleitoral. Para garantir a continuidade das políticas públicas e evitar interrupções nos projetos em andamento, a tendência é que os secretários-executivos assumam o comando das pastas, mantendo o ritmo técnico enquanto os titulares partem para o enfrentamento político nas urnas.
O destino eleitoral de Simone Tebet será o Senado Federal, mas o estado pelo qual ela concorrerá ainda é objeto de análise detalhada entre ela e o presidente Lula. Embora existam fortes articulações e o desejo de setores progressistas, como o grupo Prerrogativas, para que ela dispute uma vaga por São Paulo, a ministra afirmou que o martelo ainda não foi batido. A definição passará por uma avaliação do cenário econômico e político, buscando onde sua candidatura terá maior impacto para a estabilidade do Brasil.
Para Tebet, o retorno ao Legislativo é encarado como uma "missão" partidária e republicana. Ela destacou que sua trajetória sempre foi pautada por abrir mão de desejos pessoais em favor do que é melhor para o país e para sua base aliada. A mudança de foco da ministra ocorre em um momento de incertezas internacionais, reforçando a necessidade de Lula contar com nomes experientes e de perfil moderado no Congresso Nacional para garantir a governabilidade e barrar retrocessos da extrema direita.
A movimentação de Simone Tebet também reacende o debate sobre possíveis trocas partidárias. Há conversas nos bastidores sobre convites do PSB e avaliações do próprio Lula sobre a conveniência de Tebet e Marina Silva migrarem para legendas que facilitem as alianças regionais. A ministra, no entanto, mantém-se disciplinada ao projeto do Executivo, reafirmando que sua prioridade é estar onde for mais útil para o projeto de reconstrução nacional liderado pelo presidente.
A definição final sobre o estado e a sigla pela qual Tebet disputará o Senado deve ocorrer na próxima semana. Independentemente do detalhe geográfico, o anúncio consolida a ministra como um dos pilares da frente ampla que sustenta o governo Lula. Sua saída do Ministério do Planejamento marca o início de uma nova fase para o campo progressista, que começa a organizar suas peças no tabuleiro eleitoral para garantir a continuidade dos avanços sociais e econômicos conquistados desde 2023.
Com informações da CNN
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