396 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Polícia Federal está apertando o cerco contra o empresário Daniel Vorcaro e avalia pedir sua prisão preventiva por um esquema de manipulação digital que beira o crime organizado. Investigadores encontraram indícios de que o ex-dono do Banco Master teria financiado influenciadores para disparar ataques orquestrados contra o Banco Central. O objetivo dessa campanha de desinformação seria desacreditar a autoridade monetária após a liquidação do banco, ocorrida em novembro, tentando transformar uma decisão técnica e necessária em uma narrativa falsa de "perseguição" ou "precipitação".
As postagens analisadas pela PF tentam atribuir ao órgão regulador uma responsabilidade indevida pelo colapso da instituição financeira, atacando a reputação de servidores públicos e do próprio sistema financeiro nacional. Para os investigadores, essa estratégia não é apenas um exercício de opinião, mas pode configurar crimes graves de difamação e coação. O inquérito apura se houve uma tentativa deliberada de obstrução de Justiça, usando a pressão das redes sociais para influenciar o Poder Judiciário e melar o andamento das investigações sobre o buraco bilionário deixado pelo Master.
O caso tomou proporções criminais ainda maiores com relatos de produtores de conteúdo que confirmaram terem sido procurados para gravar vídeos com roteiros prontos. As abordagens, ocorridas em dezembro, ofereciam contratos de três meses e exigiam até oito postagens mensais para sustentar mentiras contra o Banco Central. Esse tipo de ação é tipificado na Lei de Organizações Criminosas, que prevê penas severas para quem tenta embaraçar investigações. A PF quer saber agora se o dinheiro que deveria estar protegendo os correntistas foi usado para bancar esse exército de fake news.
Enquanto a defesa de Vorcaro nega qualquer envolvimento e tenta inverter o papel, alegando que ele seria a verdadeira vítima de difamação, as provas coletadas apontam para uma estrutura profissional de disseminação de informações falsas. A jornalista Daniela Lima, do UOL, revelou que o inquérito foca na tentativa de Vorcaro de criar um "caos informacional" para se proteger das consequências jurídicas da má gestão de seu banco. A lei é clara: impedir ou dificultar o trabalho da polícia e do regulador, mesmo que a tentativa falhe, é crime punível com reclusão.
A queda do Banco Master revelou entranhas de um sistema que se achava acima das regras, e a reação violenta de Vorcaro nas redes sociais apenas reforça a necessidade de uma atuação firme das instituições. O uso de influenciadores para atacar órgãos de Estado é uma tática que lembra os piores momentos do governo anterior, onde a verdade era substituída por narrativas compradas. A Polícia Federal agora trabalha para identificar cada centavo que saiu das contas ligadas a Vorcaro para alimentar essa rede de mentiras que tentou desestabilizar a confiança no Banco Central.
A possível prisão preventiva de Daniel Vorcaro seria um marco no combate às milícias digitais financiadas pelo poder econômico. O recado da PF é direto: não será tolerada a utilização de verbas escusas para intimidar autoridades ou obstruir o trabalho técnico de fiscalização. O cerco se fecha sobre o banqueiro que, após ver seu império desmoronar por falhas graves, tentou usar o submundo da internet para fugir da responsabilidade. O Brasil da reconstrução exige que o mercado financeiro opere com ética, longe do jogo sujo das campanhas de difamação orquestradas.
Com informações do DCM
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