103 visitas - Fonte: Plantão Brasil
As gigantes do mercado financeiro XP Investimentos, BTG Pactual e Nubank estão na mira da Justiça por uma conduta que beira o estelionato contra o pequeno investidor. A 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro encaminhou ao Ministério Público uma ação que acusa essas instituições de esconderem deliberadamente os riscos dos títulos emitidos pelo Banco Master. Enquanto a saúde financeira do banco de Daniel Vorcaro derretia, essas corretoras continuavam empurrando os papéis para clientes de perfil conservador, lucrando com comissões elevadas e usando o selo de "garantido pelo FGC" como uma cortina de fumaça para ocultar o abismo que se aproximava.
A denúncia é contundente ao afirmar que as intermediárias ignoraram alertas claros sobre a fragilidade do Master antes da sua liquidação pelo Banco Central. Em vez de barrar produtos de procedência duvidosa, as corretoras e seus assessores — muitos deles formados na escola do lucro a qualquer custo que marcou o período de desregulação bolsonarista — preferiram o ganho imediato das taxas de corretagem. A estratégia era vender uma falsa percepção de segurança, tratando ativos tóxicos como se fossem investimentos seguros, expondo famílias inteiras a riscos que elas jamais aceitariam se tivessem acesso à verdade sobre o emissor.
O argumento de que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobriria eventuais perdas foi usado de forma criminosa para anestesiar a vigilância dos investidores. A ação civil pública sustenta que essa narrativa comercial criou uma armadilha, pois o FGC tem limites e prazos que não anulam o dever ético e legal das corretoras de avaliar a qualidade do que vendem. Agora, a associação autora do processo exige a restituição integral de tudo o que o fundo não cobriu, além de uma indenização de R$ 100 milhões por danos morais coletivos, punindo o que classificam como uma exposição indevida e cruel de investidores leigos ao risco de ruína.
Além das multas pesadas, a Justiça solicita que XP, BTG e Nubank apresentem imediatamente um relatório detalhado com o número de brasileiros afetados e constituam garantias financeiras para futuros ressarcimentos. O caso também deve respingar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no Banco Central, que serão oficiados para explicar por que permitiram que esses títulos fossem ofertados de forma tão agressiva mesmo com sinais de deterioração nos últimos 24 meses. É o sistema financeiro sendo chamado à responsabilidade por tratar o dinheiro do trabalhador como ficha de cassino.
Em sua defesa, o Nubank limitou-se a dizer que encerrou as ofertas do Master em 2024 e que segue as normas, enquanto XP e BTG preferiram o silêncio covarde. Esse mutismo das maiores corretoras do país diz muito sobre como elas enxergam seus clientes: como meros geradores de comissão. O governo Lula, através dos órgãos de defesa do consumidor e do fortalecimento das instituições de controle, observa atentamente esse desfecho, reafirmando que a "farra dos bancos" em cima da desinformação popular não será mais tolerada sem consequências jurídicas severas.
O desfecho desta ação pode criar um precedente histórico contra a chamada "venda empurrada" de ativos de risco no Brasil. A transparência e o dever de informação não são apenas termos bonitos em manuais, mas obrigações legais que as corretoras tentaram atropelar em busca de bônus milionários para seus executivos. A luta agora é para que o Ministério Público atue com rigor, garantindo que o mercado financeiro aprenda que a segurança do investidor está acima de qualquer margem de lucro e que a justiça social também se aplica aos balcões da Faria Lima.
Com informações do DCM
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