França segue exemplo da Austrália e bane redes sociais para menores de 15 anos para frear vício

Portal Plantão Brasil
28/1/2026 09:53

França segue exemplo da Austrália e bane redes sociais para menores de 15 anos para frear vício

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O governo de Emmanuel Macron deu um passo decisivo para proteger a juventude da ditadura dos algoritmos e do vício tecnológico. Na madrugada desta terça-feira, a Assembleia Nacional francesa aprovou a proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos, uma medida contundente que visa combater o ciberbullying e o impacto devastador das plataformas digitais na saúde mental dos adolescentes. A iniciativa, que agora segue para o Senado, reflete uma tendência global de enfrentamento às "big techs" americanas e chinesas, que tratam a atenção de crianças e jovens como mercadoria.

A nova legislação estabelece prazos rigorosos para frear o avanço das redes como TikTok e Instagram sobre o público infantil. A partir de 1º de setembro, os menores de 15 anos estarão impedidos de criar novas contas, e os perfis já existentes deverão ser desativados até o início de 2027. O presidente Macron celebrou a aprovação, enfatizando que os sonhos dos jovens não devem ser ditados por algoritmos e que o cérebro das crianças não está à venda. A medida ocorre em meio a um julgamento histórico na Califórnia, que investiga se plataformas projetaram deliberadamente seus sistemas para causar dependência.

Além das redes sociais, o cerco francês se estendeu ao uso de aparelhos físicos. Os deputados aprovaram a proibição de celulares também nos liceus, que atendem jovens de 15 a 18 anos, expandindo uma regra que já valia para o ensino primário. Experiências em escolas locais já mostram resultados positivos, com alunos relatando melhora na concentração e nas notas após serem forçados a se desconectar durante o período letivo. A professora Christine Antunes destacou que o clima escolar se tornou mais pacífico sem as constantes brigas virtuais que transbordavam para a sala de aula.

Apesar do apoio majoritário do centro e da direita, a medida encontrou resistência em setores da esquerda radical, que rotularam a ação como "paternalismo digital". No entanto, o consenso científico e a preocupação das agências de segurança sanitária pesaram mais na balança. Os riscos de exposição a conteúdos violentos e a comparação social permanente são apontados como gatilhos para transtornos graves. Ao agir com firmeza, a França se posiciona ao lado da Austrália como vanguarda na regulação de um setor que, durante anos, operou sem limites éticos.

A estratégia de Macron faz parte de um compromisso de mandato para regular o tempo de tela e devolver a infância aos espaços de convivência real. Ao barrar sistemas de captação de atenção que sacrificam o sono dos estudantes, o governo francês envia um recado claro às gigantes da tecnologia. A proposta francesa inspira debates semelhantes na Espanha e na Dinamarca, sinalizando que a era da internet sem leis para menores está chegando ao fim na Europa. É um movimento necessário de soberania digital e cuidado com as gerações futuras.

Enquanto o mundo discute como lidar com o vício em dispositivos móveis — com relatos de jovens que passam até 12 horas diárias diante das telas —, a França opta pelo caminho da lei para garantir o bem-estar social. A aprovação desta etapa é uma vitória para as famílias que lutam contra a dependência digital de seus filhos. Com a proibição, o país espera reduzir os índices de depressão e ansiedade entre adolescentes, provando que a proteção da saúde mental deve estar acima dos lucros exorbitantes das plataformas de redes sociais.

Com informações da Fórum

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