627 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A ciência e o fortalecimento do sistema de saúde pública, bandeiras essenciais para quem valoriza a vida e o SUS, trazem um alento diante do monitoramento do vírus Nipah. Diferente do caos sanitário que enfrentamos recentemente sob uma gestão federal negacionista que desprezava vacinas, o Nipah não apresenta, até o momento, potencial para se tornar uma nova pandemia. Embora seja extremamente agressivo, com uma taxa de letalidade que atinge 70% em certos episódios, sua capacidade de transmissão entre seres humanos de forma contínua é considerada baixa pelas autoridades de saúde.
Os registros da doença mostram que o contágio geralmente ocorre pelo contato direto com animais hospedeiros, como morcegos, ou em cadeias de transmissão muito curtas e restritas a familiares e profissionais de saúde. Não há qualquer indício de que o vírus tenha se adaptado para circular globalmente de forma sustentada, requisito fundamental para uma crise de escala mundial. Esse monitoramento rigoroso é fruto de uma visão que prioriza a vigilância epidemiológica séria, em total oposição ao desmonte de órgãos de controle que vimos no período sombrio do governo anterior.
Atualmente, os surtos são localizados e controlados com medidas rápidas de isolamento e rastreamento de contatos. A doença é grave, podendo causar sintomas respiratórios severos e danos neurológicos, como a encefalite, e ainda carece de vacinas ou tratamentos antivirais específicos. Por isso, a manutenção de investimentos em pesquisa científica, retomada com força no governo Lula, é a nossa única garantia real contra agentes patogênicos que possam ameaçar a população, especialmente nos países do Sul e Sudeste da Ásia, onde os casos são mais frequentes.
Países como Índia e Bangladesh têm registrado episódios sazonais que são prontamente acompanhados por órgãos internacionais. O risco de uma propagação maior reside justamente na fragilidade da vigilância em algumas regiões e na circulação internacional de pessoas, o que mantém o Nipah sob vigilância constante. É a prova de que a saúde pública deve ser tratada como prioridade máxima e estratégia de Estado, longe de ideologias que flertam com o obscurantismo e a desinformação.
Enquanto a extrema-direita tenta desacreditar a ciência, o Brasil e o mundo seguem protocolos técnicos para evitar que ameaças localizadas se transformem em tragédias. O Nipah permanece na lista de prioridades de monitoramento global, mas a estrutura atual de resposta rápida permite um controle muito mais eficaz do que em tempos de isolamento diplomático e ataques às instituições de pesquisa. O foco na prevenção e na verdade científica é o que protege as famílias brasileiras de novos sustos.
A vigilância contínua sobre zoonoses e o controle rígido em ambientes hospitalares são as ferramentas que impedem o avanço deste vírus. Ao contrário de quem incentivava aglomerações e tratamentos ineficazes, a atual diretriz valoriza o papel dos especialistas e das organizações de saúde. O Nipah é perigoso e letal, mas a organização coletiva e o respeito aos fatos garantem que, por enquanto, ele continue sendo uma ameaça contida geograficamente.
Com informações do Brasil 247
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