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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que as investigações do Caso Master seguem em “absoluta regularidade” no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. A declaração busca afastar questionamentos sobre possíveis interferências judiciais no inquérito que apura fraudes atribuídas aos sócios do Banco Master. Andrei Rodrigues evitou detalhes operacionais, mas garantiu que o material apreendido na Operação Compliance Zero já está sob perícia da PF, com a extração de provas em curso, e que a atuação da Corte respeita parâmetros institucionais. Ele defendeu a importância da autonomia investigativa da corporação, declarando que "quanto maior autonomia investigativa temos, mais resultados apresentamos e mais fortalecidos saímos", em uma clara reafirmação da independência da PF frente às recentes tensões com o gabinete de Toffoli.
O chefe da PF se referiu a episódios de atrito, como o ocorrido em dezembro durante uma acareação, quando uma delegada contestou um roteiro de perguntas apresentado por um juiz auxiliar do ministro. Apesar disso, Rodrigues manteve um tom institucional, enfatizando que a PF age com isenção como órgão de Estado e que segue instruindo o caso conforme as determinações judiciais. Sobre a oitiva de oito investigados realizada no STF, ele expressou esperança de que os depoimentos tragam avanços.
A fala do diretor-geral tenta acalmar ânimos e projetar uma imagem de normalidade e controle sobre uma das investigações de maior repercussão política do momento, que envolve figuras como Daniel Vorcaro e já gerou pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, sem, no entanto, desconsiderar a complexidade e as disputas de bastidor que marcam o processo.
Com informações do Brasil247
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