133 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Aliados desesperados de Jair Bolsonaro iniciaram uma ofensiva de bastidores para tentar livrá-lo do regime fechado no Complexo da Papuda. A nova estratégia da extrema-direita é transformar uma determinação técnica do ministro Alexandre de Moraes — a submissão do detento a uma junta médica da Polícia Federal — em uma tábua de salvação para a prisão domiciliar. O entorno do ex-presidente, que sempre utilizou "crises de saúde" em momentos de pressão política, agora aposta todas as suas fichas em laudos médicos para tentar sensibilizar o Supremo Tribunal Federal e retirar o líder bolsonarista da "Papudinha".
A movimentação inclui uma verdadeira força-tarefa liderada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pelo governador Tarcísio de Freitas. Em um esforço coordenado, eles intensificaram contatos com ministros como Gilmar Mendes e o próprio Moraes, tentando vender uma imagem de "humildade" e fragilidade física de Bolsonaro. O objetivo é claro: pressionar o STF com o temor de um "pior cenário" de saúde que gere repercussões políticas, tentando transformar a execução da pena em um privilégio humanitário que o ex-capitão nunca defendeu para os demais presos brasileiros.
A defesa de Bolsonaro tenta desesperadamente traçar um paralelo com o caso de Fernando Collor, que obteve prisão domiciliar por questões de saúde. Alegando crises de soluço, vômito e sequelas de cirurgias antigas, os bolsonaristas clamam por um "tratamento isonômico". No entanto, o histórico de Bolsonaro joga contra qualquer benefício: o ex-presidente só está no regime fechado porque violou as condições anteriores da prisão domiciliar, chegando ao extremo de danificar e tentar romper sua tornozeleira eletrônica, demonstrando total desrespeito ao Judiciário.
Enquanto a militância radical segue alimentando narrativas, o ministro Alexandre de Moraes agiu com rigor técnico ao encaminhar questionamentos à PF sobre a real necessidade de cuidados médicos especiais. A investigação quer saber se a permanência na Papudinha realmente oferece risco à vida de Bolsonaro ou se a estrutura carcerária do Distrito Federal é suficiente para garantir sua integridade. Para os democratas, fica o alerta: o uso político da saúde é uma tática recorrente deste grupo para fugir da justiça e das consequências de seus atos contra a democracia.
Os próximos dez dias serão decisivos, pois é o prazo para que o parecer médico oficial seja anexado ao processo. Até lá, a cúpula do PL continuará operando nos corredores do poder para transformar o réu em vítima. Contudo, é fundamental lembrar que a dignidade da pessoa humana, citada pela defesa, deve ser aplicada com base em fatos científicos e não em conveniências políticas de quem tentou um golpe de Estado e fugiu das regras do sistema penal assim que teve a chance.
A sociedade brasileira aguarda que o STF mantenha a firmeza contra privilégios descabidos. Bolsonaro não é um preso comum, mas alguém que sabotou as instituições e tentou se colocar acima da lei. A junta médica da Polícia Federal tem a missão de separar o que é condição clínica real daquela que parece ser apenas mais uma "farsa hospitalar" montada para garantir o conforto de quem deveria estar pagando por seus crimes sob o rigor da lei. A Justiça não pode se deixar levar por encenações de última hora.
Com informações do DCM
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