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Um relatório da agência de classificação de risco Moody’s apontou o Brasil como o principal beneficiário entre os países do Mercosul com a entrada em vigor do acordo comercial com a União Europeia. A análise, divulgada nesta segunda-feira (26), destaca a escala da economia brasileira e o perfil de suas exportações — fortemente baseadas em produtos agrícolas e minerais — como vantagens decisivas para capturar os frutos do tratado. Segundo a Moody’s, mesmo diante dos entraves políticos e jurídicos que ainda cercam a ratificação, o Brasil está singularmente posicionado para aproveitar a ampliação das cotas de exportação, como as 99 mil toneladas extras de carne bovina e as 180 mil toneladas adicionais de aves, que devem injetar receita significativa no agronegócio nacional.
A agência ressalta que, embora parte das exportações brasileiras já tenha acesso com tarifas baixas ao mercado europeu, o acordo traz ganhos estratégicos de longo prazo que vão além do comércio. A diversificação das exportações para além da China e dos Estados Unidos reduz a vulnerabilidade geopolítica do país, enquanto a abertura para produtos europeus — como autopeças e laticínios, hoje com tarifas de até 35% — pode aumentar a competitividade e a eficiência da indústria local. Além disso, a União Europeia, já a maior investidora estrangeira no Brasil, tende a fortalecer essa posição, com setores como energia renovável e agronegócio atraindo novos aportes.
O relatório reconhece que o impacto imediato no PIB será modesto, mas projeta que o acordo cria um caminho firme para maior integração econômica, com empresas europeias podendo competir em igualdade por contratos públicos, consolidando uma parceria que fortalece a posição global do Brasil.
Com informações do Brasil247
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