3189 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O ex-presidente Bill Clinton quebrou o silêncio para lançar um alerta dramático sobre o abismo autoritário em que os Estados Unidos mergulharam sob o comando de Donald Trump. Em uma nota contundente, Clinton afirmou que o país atravessa um momento decisivo que moldará as próximas décadas e convocou o povo a se levantar contra a repressão. Chocado com as cenas de violência estatal em Minneapolis, o democrata confessou que jamais imaginou ver tamanha barbárie em solo americano, com forças federais agindo como milícias contra a própria população.
A denúncia de Clinton foca no uso brutal de gás lacrimogêneo e agressões contra manifestantes pacíficos, mas ganha contornos de horror ao citar as mortes de Renee Good e Alex Pretti. Ambos foram baleados em operações de agentes federais de Trump, episódios que o ex-presidente classificou como inaceitáveis e evitáveis. Clinton foi direto ao acusar o governo de mentir descaradamente para os cidadãos e de adotar práticas agressivas que sabotam investigações locais, tentando esconder a digital do governo federal em crimes de sangue contra civis.
Para o estadista, os americanos estão diante de uma encruzilhada histórica onde a passividade pode significar a perda definitiva de liberdades conquistadas em 250 anos de história. Ele reforçou que o direito à manifestação é a prova de que o país ainda pertence ao povo, e não a um governante que utiliza o aparato de segurança para perseguir opositores. O recado é claro: se a sociedade não reagir agora ao autoritarismo da extrema-direita, as instituições democráticas podem sofrer danos irreversíveis sob a bota do trumpismo.
A voz de Clinton ecoa o desespero de Barack e Michelle Obama, que também se manifestaram contra a execução de Alex Pretti por agentes de imigração. Em nota conjunta, o casal Obama classificou o assassinato como uma tragédia que prova que os valores fundamentais dos Estados Unidos estão sob um ataque sem precedentes. Eles destacaram que, embora o trabalho policial seja complexo, ele nunca deve servir como desculpa para execuções sumárias que ignoram as leis estaduais e a cooperação federativa básica.
Os Obamas foram implacáveis ao derrubar as narrativas oficiais de Trump, afirmando que as explicações do governo para os tiros contra Pretti e Renee Good não resistem à análise das imagens reais. Eles defenderam os protestos pacíficos como uma forma legítima e necessária de resistência cívica contra um governo que prefere o confronto à justiça. O posicionamento dos dois ex-presidentes democratas cria uma frente única de resistência global contra a escalada fascista que tenta se normalizar na maior potência do mundo.
Enquanto o governo Lula no Brasil trabalha para fortalecer os laços democráticos, os líderes progressistas americanos lutam para impedir que Trump transforme as agências federais em instrumentos de terror doméstico. A união de Clinton e Obama contra os abusos em Minneapolis é um grito de socorro por uma nação que vê seus cidadãos serem baleados por agentes públicos enquanto o presidente incita a divisão. O destino da democracia americana agora depende da coragem do povo em seguir o chamado desses líderes e retomar as rédeas do país das mãos de tiranos.
Veja as publicaações dos ex-presidentes no X:
Over the course of a lifetime, we face only a few moments where the decisions we make and the actions we take will shape our history for years to come. This is one of them. pic.twitter.com/fr4TclLBZd
— Bill Clinton (@BillClinton) January 25, 2026
The killing of Alex Pretti is a heartbreaking tragedy. It should also be a wake-up call to every American, regardless of party, that many of our core values as a nation are increasingly under assault. pic.twitter.com/0JmEsJ1QFW
— Barack Obama (@BarackObama) January 25, 2026