ONU acusa Israel de crimes de guerra no Líbano, bombardeios já mataram mais de 900 civis, incluindo 111 crianças

Portal Plantão Brasil
17/3/2026 13:42

ONU acusa Israel de crimes de guerra no Líbano, bombardeios já mataram mais de 900 civis, incluindo 111 crianças

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A comunidade internacional começa a dar nome ao que os olhos do mundo veem há semanas: crime de guerra. O escritório de direitos humanos das Nações Unidas afirmou nesta terça-feira que os ataques realizados por Israel contra áreas residenciais e infraestrutura civil no Líbano podem configurar violações graves ao direito internacional. Em coletiva em Genebra, o porta-voz do Alto Comissariado foi direto: "Atacar civis ou objetos civis é crime de guerra". A declaração escancara a barbárie que já dura duas semanas e expõe a hipocrisia dos que se calam diante do massacre.

Os números são estarrecedores. Desde 2 de março, pelo menos 912 pessoas morreram no Líbano — entre elas, 111 crianças. Outras 2.221 ficaram feridas. Os bombardeios israelenses destruíram centenas de residências e edifícios, incluindo unidades de saúde, em Beirute e outras regiões do país. A ONU também revelou que civis deslocados, que buscavam abrigo em tendas à beira-mar na capital libanesa, foram mortos em ataques recentes. Ao menos 16 profissionais de saúde perderam a vida desde o início da ofensiva, num claro desrespeito às convenções internacionais que protegem hospitais e equipes médicas em zonas de conflito.

A escalada militar de Israel ocorre como resposta aos foguetes lançados pelo Hezbollah contra o norte de Israel, em reação ao assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Mas a desproporcionalidade da resposta israelense salta aos olhos: mais de 900 mortos libaneses contra algumas dezenas de israelenses. O direito internacional exige distinção entre alvos militares e civis, além da adoção de medidas para proteger a população. O que se vê no Líbano é exatamente o oposto: bombas caindo sobre bairros residenciais, hospitais destruídos e uma população inteira jogada no terror.

A crise humanitária atingiu níveis catastróficos. Mais de 1 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas após ordens de retirada emitidas por Israel para áreas ao sul do rio Litani e nos subúrbios de Beirute. Organizações humanitárias alertam para a falta de acesso a saúde, alimentos e água potável. "Não há recursos suficientes", resume um representante de entidade que atua no país. Enquanto isso, o silêncio cúmplice das potências ocidentais e da grande mídia permite que o massacre continue. A ONU finalmente usou a palavra "crime de guerra". Resta saber se o mundo terá coragem de agir.

Com informações da Al Jazeera

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