Escritório de família de Moraes processa senador Alessandro Vieira por calúnia sobre elo com PCC

Portal Plantão Brasil
16/3/2026 15:23

Escritório de família de Moraes processa senador Alessandro Vieira por calúnia sobre elo com PCC

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O escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente a familiares do ministro Alexandre de Moraes, anunciou que entrará com uma ação judicial contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado. O embate jurídico ocorre após o parlamentar sugerir, em entrevista, que haveria indícios de circulação de recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvendo autoridades e parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal, citando nominalmente os nomes de Moraes e Dias Toffoli.

A acusação de Vieira é gravíssima: ele afirmou ter informações sobre movimentações financeiras de organizações criminosas que teriam chegado a pessoas ligadas ao Judiciário por meio de lavagem de dinheiro. O senador mencionou especificamente um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, instituição que recentemente foi alvo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central em meio a um escândalo de fraudes bilionárias. Para a família de Moraes, as declarações são uma tentativa deliberada de manchar a honra do escritório e do ministro.

Em sua defesa, o senador Alessandro Vieira alega que não cometeu crimes de injúria ou calúnia, mas apenas relatou fatos que estão sendo apurados pela CPI. Ele classifica a ação judicial como uma estratégia de "lawfare" — o uso de processos jurídicos para intimidação política — e afirma que continuará investigando o que chama de "blindagem" do Judiciário. Vieira ressaltou que as atividades do Banco Master eram criminosas e que a contratação do escritório Barci de Moraes pelo banqueiro Daniel Vorcaro exige esclarecimentos rigorosos sobre possível tráfico de influência.

O escritório dos familiares de Moraes, por outro lado, acusa o senador de fazer uma "interpretação forçada" e criminosa de dados para atacar a corte. A ação pedirá indenização por danos morais e buscará a responsabilização de Vieira por calúnia e difamação. O caso coloca lenha na fogueira da crise institucional entre o Congresso e o STF, especialmente em um momento em que a oposição articula pedidos de impeachment e novas comissões para investigar a conduta de magistrados da Suprema Corte.

A CPI do Crime Organizado, sob a relatoria de Vieira, tem mirado o Banco Master e suas conexões com o poder em Brasília. O senador já tentou quebrar o sigilo bancário do escritório de Viviane Barci, mas o pedido foi barrado pela presidência da comissão por orientações jurídicas. Agora, com o processo na Justiça comum, o embate sai do campo das discussões parlamentares e entra na esfera criminal, prometendo ser um dos episódios mais tensos da relação entre os Poderes em 2026.

Enquanto o clã Bolsonaro e setores da direita apoiam as investigações de Vieira, aliados do governo Lula veem nas acusações uma tentativa de desestabilizar o STF. O desfecho dessa disputa definirá os limites da imunidade parlamentar para denúncias que envolvem familiares de ministros. O que está em jogo não é apenas a reputação de um escritório de advocacia, mas a própria credibilidade das investigações sobre o avanço das facções criminosas nas estruturas do Estado brasileiro.

Com informações do DCM

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