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A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, expondo mais uma figura umbilicalmente ligada ao submundo bolsonarista. Maria Gorete Pereira, atual deputada federal pelo MDB-CE, mas com raízes profundas no PL de Jair Bolsonaro, tornou-se alvo central das investigações que apuram o desvio sistemático de valores pertencentes a aposentados do INSS. O esquema, de uma crueldade ímpar, sugava recursos de quem mais precisa para alimentar as engrenagens de um grupo político que sempre usou o patriotismo como fachada para saquear o Estado.
A trajetória de Gorete Pereira é o retrato fiel do oportunismo da extrema direita. Em 2022, ela concorreu às eleições pelo PL, partido do ex-presidente, e só migrou para o MDB em janeiro deste ano em busca de sobrevivência política. Suplente de Yury do Paredão — outro nome que transitou pelo bolsonarismo antes de ser expulso por aproximação com o governo Lula —, Gorete assumiu o mandato na Câmara após manobras de licença, utilizando o cargo para promover pautas armamentistas, como a liberação de spray de pimenta para mulheres, enquanto, nos bastidores, é suspeita de articular roubos contra a previdência pública.
A gravidade das provas apresentadas pela PF levou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a determinar medidas cautelares severas. A partir de agora, a deputada cearense será monitorada por tornozeleira eletrônica, um acessório que se tornou comum entre os aliados do clã Bolsonaro. A operação não se limitou a Gorete: foram cumpridos dois mandados de prisão e outros 18 de busca e apreensão entre o Ceará e o Distrito Federal, revelando uma organização criminosa ramificada que agia com a certeza da impunidade garantida pelo governo anterior.
É emblemático que Gorete Pereira, aos 74 anos e com uma longa carreira pública, tenha escolhido o caminho da fraude contra os mais vulneráveis. Formada em fisioterapia e com passagens por secretarias de saúde no Ceará, ela conhecia de perto as carências da população, mas preferiu integrar um esquema que atacava justamente o sustento básico dos idosos brasileiros. Essa face oculta da "defensora dos direitos das mulheres" mostra que a moralidade pregada pela direita radical é apenas um verniz para esconder crimes financeiros de alta periculosidade contra o patrimônio social.
A Operação Sem Desconto reforça o compromisso das instituições brasileiras, sob a liderança do governo Lula, em limpar a sujeira deixada pelos anos de desmonte e corrupção desenfreada. Enquanto Bolsonaro e sua prole tentam posar de vítimas de perseguição, as investigações técnicas da Polícia Federal entregam fatos: aliados diretos sendo presos ou monitorados por roubar dinheiro público. O Brasil assiste agora ao desmoronamento de uma rede que se sentia dona do país e que não hesitava em pilhar o INSS para manter seu estilo de vida luxuoso em Brasília.
O monitoramento de Gorete Pereira é apenas o começo de um ajuste de contas que o país exige. A justiça precisa ir até o fim para recuperar cada centavo desviado dos aposentados e garantir que políticos que usam o mandato para o crime nunca mais tenham espaço na vida pública. A queda desta parlamentar bolsonarista envia um recado claro ao centrão e à extrema direita: o tempo do saque institucionalizado acabou, e a rede de proteção que antes habitava o Palácio do Planalto não existe mais para salvar quem atenta contra o povo brasileiro.
Com informações do UOL
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