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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a utilizar suas redes sociais para gerar polêmica internacional e destilar preconceito ao comentar a sucessão no comando da República Islâmica do Irã. Em uma postagem curta na plataforma X, o parlamentar cassado escreveu o termo “Baiatolá?”, em um trocadilho homofóbico com o título religioso de "aiatolá". A mensagem foi publicada como reação a uma reportagem do jornal sensacionalista norte-americano New York Post, que detalhou um suposto briefing de inteligência entregue ao presidente Donald Trump. Segundo o periódico, Trump teria reagido com risadas ao ser informado por espiões dos Estados Unidos sobre a possibilidade de o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, ser homossexual.
As alegações da inteligência norte-americana, embora não sustentadas por provas fotográficas ou documentos públicos, afirmam que Mojtaba teria mantido relacionamentos com tutores de infância e funcionários da família Khamenei ao longo de décadas. O relatório também cita supostas investidas sexuais do líder contra médicos após ele ter sido ferido em um bombardeio no final de fevereiro. No entanto, analistas internacionais veem com ceticismo a divulgação desses rumores no auge de um conflito armado, apontando que o uso de informações sobre a vida privada é uma tática comum de "guerra psicológica" para minar a autoridade moral de líderes religiosos em países conservadores como o Irã.
A postagem de Eduardo Bolsonaro, além de ser classificada como homofóbica por ativistas e juristas, ignora a gravidade do cenário geopolítico, onde o Irã prometeu vingança total contra os ataques de Washington e Tel Aviv. O histórico de Mojtaba Khamenei já era alvo de monitoramento diplomático há anos, com registros do WikiLeaks mencionando tratamentos médicos em Londres na década de 1990, mas a transformação desses dados em piada por um representante político brasileiro é vista como um novo degrau na degradação da diplomacia paralela bolsonarista. Enquanto o governo Lula mantém uma postura de neutralidade e busca o diálogo para evitar um colapso econômico mundial, o clã Bolsonaro prefere alinhar-se à retórica de humilhação pessoal adotada pela extrema direita dos Estados Unidos.
Com informações do X
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