588 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A grande mídia brasileira, sempre pronta para servir aos interesses das elites e do capital, deu início a uma operação de "limpeza de imagem" digna das piores ditaduras. O alvo da vez é Flávio Bolsonaro, o filho "ungido" que os jornalões tentam agora desassociar da figura bruta e autoritária do pai. Através de colunistas liberais e editoriais coniventes, veículos como Folha, Globo e Estadão trabalham arduamente para realizar uma "harmonização facial" no bolsonarismo, tentando vender a ideia de que o herdeiro seria um negociador moderado, pronto para ser o novo rosto da direita "civilizada".
A estratégia é tão cínica quanto perigosa. Como denunciado pela própria ombudsman da Folha, o sobrenome "Bolsonaro" está sendo sistematicamente varrido dos títulos das notícias, em uma tentativa de transformar o senador apenas em "Flávio" ou, pior, em um carinhoso "Flavinho". Esse apagamento histórico visa criar uma distinção artificial onde ela não existe, ocultando que, por trás da coxa depilada do fascismo que a imprensa tenta exibir, a estrutura, a essência e a alma continuam sendo as mesmas que flertaram com o golpe e o autoritarismo.
Os colunistas do "centrão midiático" chegam ao cúmulo de sugerir que Flávio se cerque de figuras que suavizem seu perfil, como mulheres na economia ou até representatividades de fachada na cultura e nos direitos humanos. É o "estilo Raquel Landim" de fazer política: imaginar um "Paulo Guedes de saias" para dar um verniz de modernidade a alguém que carrega no DNA o desprezo pelas instituições. Essa tentativa de "femininizar" ou "humanizar" o novo bolsonarismo é um insulto à inteligência do povo brasileiro, especialmente das mulheres, que majoritariamente rejeitam o clã.
Enquanto a extrema direita se reorganiza sob a batuta de Valdemar Costa Neto, a imprensa colaboracionista atua como marqueteira de luxo. Tentam transformar um sujeito com o carisma de um brócolis em uma figura de projeção internacional e performática. A meta é clara: tornar Flávio um "sapo engolível" para a velha direita e para os setores liberais que, embora tenham asco da grosseria de Jair, compartilham do mesmo projeto de destruição do Estado e das políticas sociais iniciadas pelo governo Lula.
É fundamental estarmos atentos a esse movimento de reconstrução de imagem. A retirada do sobrenome não é apenas uma questão estética, mas um teste para verificar se o nome "Flávio" se basta sozinho, como se fosse possível separar a criatura do criador. O objetivo final é criar uma sigla asséptica, como um "FB" ou "FHC", para que o eleitorado esqueça os escândalos das rachadinhas, as mansões suspeitas e o histórico de ataques à democracia que marcam a trajetória do senador.
A democracia brasileira não pode aceitar essa "harmonização" do fascismo. Não importa se a roupa é nova ou se o tom de voz é mais baixo: Flávio Bolsonaro continua sendo a expressão da brutalização da política. O esforço da mídia liberal em apresentar o herdeiro como uma alternativa viável é apenas mais uma tentativa de retomar o controle do país através de um fantoche que aceita as regras do jogo financeiro. O DNA golpista não sai com maquiagem midiática, e cabe ao campo progressista denunciar esse estelionato eleitoral em curso.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.