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O processo de impeachment contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), avança com cautela e está agora nas mãos da Procuradoria-Geral do DF (PGDF). O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), que também é aliado político de Ibaneis, afirmou que a Casa aguardará o parecer técnico da procuradoria sobre a admissibilidade das denúncias antes de qualquer decisão política. Em entrevista à CNN Brasil, Wellington Luiz reconheceu a urgência do caso, mas enfatizou que o trâmite seguirá os requisitos formais, sem deixar claro se o prazo regimental de 20 dias para sua manifestação será cumprido à risca ou se haverá espera pelo parecer, sob risco de arquivamento automático. Ele assegurou que o silêncio não é uma opção e que a decisão final será tomada dentro do período estabelecido.
Os pedidos de impeachment, protocolados na última sexta-feira (23) por PSB, Cidadania e PSOL, acusam Ibaneis Rocha de crimes de responsabilidade relacionados às negociações fracassadas entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. As denúncias se baseiam no depoimento do dono do Master, Daniel Vorcaro, à Polícia Federal, em que ele afirma ter se reunido com o governador para tratar da venda do banco. Ibaneis confirma os encontros, mas nega ter discutido o negócio, atribuindo a operação ao então presidente do BRB, Paulo Henrique. Para avançar, o processo precisa do aval do presidente da CLDF para ir ao plenário, onde exigiria o voto favorável de dois terços dos deputados (16 de 24) para seguir ao Tribunal de Justiça.
A análise técnica da PGDF será, portanto, o primeiro e decisivo filtro para um processo que mistura alegações de conivência com gestão fraudulenta e o já desgastado caso Master, que volta a assombrar o governador no quarto ano de seu mandato.
Com informações do Brasil247
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