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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, fez um diagnóstico contundente e necessário sobre as sombras autoritárias que ainda tentam pairar sobre o Brasil. Em um discurso histórico na Costa Rica, Fachin denunciou o fenômeno da "erosão democrática", um processo onde o fascismo não chega necessariamente por tanques nas ruas, mas pelo enfraquecimento gradual das instituições por dentro. Para o ministro, a perseguição implacável a magistrados e os ataques coordenados ao Judiciário são ferramentas clássicas de quem pretende aniquilar o Estado Democrático de Direito para instalar o arbítrio.
Fachin destacou que o populismo autoritário se nutre das desigualdades sociais para tentar minar a confiança pública no sistema de freios e contrapesos. Ele foi enfático ao afirmar que não se pode ser ingênuo: a democracia não é neutra diante daqueles que planejam sua destruição. Esse recado atinge em cheio as viúvas da ditadura e os entusiastas do bolsonarismo, que seguem hostilizando a liberdade de imprensa e o ofício da magistratura sob o pretexto de uma liberdade de expressão que eles mesmos não respeitam quando estão no poder.
Ao recordar os três anos dos atentados terroristas de 8 de janeiro, o presidente do STF ressaltou que a memória institucional é o maior antídoto contra recaídas golpistas. A resposta firme, conjunta e inegociável dada pelos Poderes após a tentativa de golpe foi fundamental para manter o país nos trilhos da civilidade. Fachin defendeu que a responsabilização dos criminosos é um passo civilizatório essencial, reforçando que a justiça deve agir com rigor contra quem confunde política com vandalismo institucional e ódio planejado.
O ministro também conectou a crise da democracia liberal aos discursos de ódio dirigidos a minorias, mulheres e imigrantes, além da devastação ambiental desenfreada. Para Fachin, o vácuo deixado pela falta de igualdade material é ocupado por líderes extremistas que oferecem soluções mágicas enquanto destroem as normas democráticas. Ele pontuou que a luta pela dignidade dos menos favorecidos é indissociável da defesa das instituições, pois só em um ambiente democrático é possível lutar por uma verdadeira evolução social e política.
Sobre o cenário atual de pressões contra o Supremo, Fachin reiterou que a estrutura de contrapesos está sendo tensionada à exaustão por forças que não aceitam a autoridade da Constituição. Mesmo diante de crises de imagem alimentadas por setores interessados no caos, o ministro reafirmou que a intolerância não pode ser tolerada, sob pena de sepultarmos a própria convivência pacífica. A fala de Fachin serve como um escudo institucional para o governo Lula, que enfrenta diariamente o cerco de uma oposição que prefere o golpismo ao debate democrático.
Por fim, o presidente da Corte Suprema deixou claro que a evolução do processo social depende da preservação inegociável do Direito. Enquanto figuras do antigo regime tentam reescrever a história ou fugir de suas responsabilidades penais, o STF se posiciona como a última barreira contra o autoritarismo silencioso. A democracia brasileira sobreviveu ao teste de fogo das urnas e das invasões, mas, como alertou Fachin, ela exige vigilância eterna contra seus detratores, que seguem espreitando nas sombras do populismo.
Com informações do DCM
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