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O presidente Lula inicia em fevereiro uma das missões internacionais mais ambiciosas de seu governo, com destino à Índia. A viagem representa um movimento estratégico de reposicionamento da política externa brasileira, buscando diversificar parceiros e reduzir a dependência econômica histórica em relação aos Estados Unidos e à China. Com uma comitiva expressiva que inclui cerca de 150 empresários e agências como a ApexBrasil, Lula demonstra que o Brasil retomou sua capacidade de articulação direta com as potências emergentes do Sul Global.
Diferente do isolacionismo do governo anterior, a gestão Lula aposta na construção de pontas sólidas em áreas sensíveis como Defesa, soberania e tecnologia. A preparação para este encontro contou com missões prévias de Geraldo Alckmin e do Ministério da Defesa, focadas em ampliar acordos tarifários e cooperação militar. Além disso, a sintonia política entre Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi fortalece a pressão por uma reforma urgente no Conselho de Segurança da ONU, pauta fundamental para que o Brasil recupere sua voz nas decisões globais.
No campo econômico, o objetivo é equilibrar a balança comercial e diversificar as exportações, que hoje estão excessivamente concentradas em petróleo. O governo inaugurou um escritório de negócios exclusivo na Índia para abrir caminho para o setor produtivo nacional, mirando um mercado que já é o décimo destino das nossas vendas externas. Com um crescimento de mais de 30% nas exportações para o país asiático apenas no último ano, o Palácio do Planalto vê na Índia um parceiro indispensável para o desenvolvimento industrial brasileiro.
A agricultura familiar e a tecnologia no campo também são prioridades da missão, que contará com a expertise da Embrapa para oferecer cooperação técnica ao governo indiano. Lula pretende se reunir com centenas de investidores em Nova Deli para apresentar o Brasil como um destino seguro e lucrativo para aportes internacionais. Essa estratégia visa não apenas o lucro imediato, mas a garantia de que o país tenha autonomia em cadeias produtivas essenciais, longe da influência unilateral das velhas potências.
A projeção internacional de Lula como uma liderança global respeitada é o motor dessa agenda competitiva. Enquanto a oposição bolsonarista tentava destruir o prestígio diplomático do país, o atual governo ocupa espaços e lidera debates sobre o futuro da governança mundial. A visita à Índia consolida a imagem de um Brasil que não aceita ser coadjuvante e que sabe usar o peso de sua economia para negociar de igual para igual com os maiores players do século 21.
A viagem é vista por auxiliares do Planalto como um marco na reconstrução da soberania nacional. Ao fortalecer o Brics e as alianças com parceiros estratégicos, Lula garante que os interesses do povo brasileiro sejam defendidos acima de pressões externas. O sucesso desta missão internacional será medido não apenas pelos contratos assinados, mas pelo reforço de um projeto de país que olha para o futuro com confiança e independência, reafirmando que o Brasil é, definitivamente, um país de todos e para o mundo.
Com informações do Brasil 247
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