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Donald Trump decidiu dobrar a aposta no autoritarismo ao enviar Tom Homan, o temido "czar da fronteira", para Minnesota, palco de intensos protestos contra a violência estatal. Em uma manobra típica de regimes que desprezam a verdade, Trump usou sua rede social para espalhar teorias da conspiração, alegando, sem qualquer prova, uma fraude de 20 bilhões de dólares para tentar deslegitimar as manifestações populares. O envio de um interventor "duro" ocorre num momento em que o governo sangra politicamente após o assassinato brutal do cidadão americano Alex Pretti por agentes federais em Minneapolis.
Para desviar o foco da tragédia e do clamor por justiça, o republicano resgatou sua tática favorita: o ataque pessoal e a desinformação. Desta vez, o alvo foi a deputada democrata Ilhan Omar, acusada falsamente por Trump de enriquecimento ilícito. A congressista rebateu imediatamente a campanha coordenada de mentiras da extrema-direita, que tenta pintar representantes do povo como criminosos enquanto o próprio governo atropela direitos constitucionais e executa civis em plena luz do dia. A estratégia do medo é a única que resta a um líder que vê sua aprovação derreter diante da truculência.
O desgaste da agenda migratória fascista de Trump já é visível até entre seus próprios apoiadores. Pesquisas recentes apontam que quase metade da população americana considera a campanha de deportações "agressiva demais", um sentimento compartilhado por 20% dos eleitores que votaram no magnata em 2024. A forma desumana como as políticas estão sendo implementadas gerou um racha na base republicana, com parlamentares temendo que o banho de sangue provocado pelos agentes federais custe a maioria no Congresso nas próximas eleições.
A chegada de Tom Homan em Minnesota não tem como objetivo o diálogo, mas a imposição da força. Trump deixou claro que o interventor responderá diretamente a ele, ignorando as autoridades locais e estaduais, em mais um passo para converter as agências de segurança em sua guarda pretoriana pessoal. Enquanto figuras ligadas ao bolsonarismo no Brasil observam e tentam copiar esses métodos de repressão, a resistência americana se fortalece nas ruas, provando que a dignidade humana não pode ser varrida por decretos autoritários e postagens em redes sociais.
A crise em Minnesota é o reflexo de um governo que escolheu o conflito em vez da governança. Ao tentar criminalizar os protestos com narrativas mentirosas sobre assistência social, Trump apenas expõe sua incapacidade de lidar com a indignação legítima da sociedade. A morte de Alex Pretti tornou-se um símbolo da resistência cívica contra um sistema que vê imigrantes e minorias como alvos, e nem mesmo a chegada de um "czar" parece capaz de conter a onda de repúdio que cresce contra a Casa Branca.
O cenário nos Estados Unidos serve de alerta para o mundo inteiro sobre os riscos de entregar o poder a populistas que desprezam a vida e a lei. A "mão pesada" prometida por Trump e executada por Homan é a última cartada de um governo que perdeu a batalha moral. Enquanto a verdade tenta sobreviver aos ataques coordenados de desinformação da direita, o povo de Minnesota segue firme, demonstrando que a democracia não se curva a xerifes de fronteira ou a tiranos de rede social.

Com informações do DCM
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