"Não temos medo": cubanos marcham em defesa da soberania e contra cerco dos EUA

Portal Plantão Brasil
28/1/2026 10:23

"Não temos medo": cubanos marcham em defesa da soberania e contra cerco dos EUA

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O povo cubano deu uma demonstração gigante de dignidade e resistência na noite desta terça-feira ao ocupar as ruas de Havana com a tradicional "Marcha das tochas". O que costuma ser uma homenagem ao herói nacional José Martí transformou-se em um poderoso ato de repúdio às ameaças fascistas de Donald Trump. Milhares de jovens lideraram a mobilização, reafirmando que a ilha não se curvará diante do bullying diplomático da Casa Branca, que recentemente intensificou os ataques contra o governo cubano com ultimatos arrogantes de que a ilha deveria "chegar a um acordo" antes que fosse tarde demais.


A tensão na região atingiu níveis alarmantes após a operação militar criminosa dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início do mês. Diante desse cenário de agressão aberta à soberania latino-americana, o presidente Miguel Díaz-Canel marchou ao lado dos estudantes, sinalizando que Cuba permanece firme como o bastião da resistência contra o avanço da extrema-direita no continente. A presidente da Federação de Estudantes Universitários, Litza Elena González Desdín, foi contundente ao afirmar que o momento exige ação e firmeza ideológica para defender a pátria contra a ganância imperialista.

Mesmo enfrentando uma crise estrutural severa — agravada pelo bloqueio econômico criminoso mantido por décadas pelos EUA —, os manifestantes deixaram claro que a soberania nacional não está à venda. Operários e atletas marcharam lado a lado, resgatando o espírito de 1953, quando Fidel Castro liderou o primeiro desfile desse tipo contra a ditadura de Batista. O sentimento nas ruas era de continuidade revolucionária, com a juventude assumindo o compromisso de não permitir que o país volte a ser um quintal dos interesses estadunidenses, como deseja a facção trumpista.

A retórica de Donald Trump, que utiliza a força militar e o sequestro de líderes eleitos para impor sua vontade, encontra em Cuba um muro de civilidade e coragem. Manifestantes como o operário Migdelio Rosabal resumiram o espírito da noite: o desejo é de paz, mas não há espaço para o medo diante de quem tenta governar o mundo através da bala e da intolerância. O ato em Havana serve como um lembrete necessário de que a autodeterminação dos povos é um direito inalienável, independentemente das pressões econômicas ou das exibições de força bélica da maior potência do mundo.

Enquanto a extrema-direita tenta desestabilizar a América Latina para saquear seus recursos e derrubar aliados estratégicos, a mobilização cubana mostra que a consciência política de um povo é sua arma mais poderosa. A marcha percorreu as ruas da capital com o simbolismo de que a chama da revolução permanece acesa nas mãos das novas gerações. É a resposta de uma nação que, apesar de pequena geograficamente, possui uma estatura moral que assombra aqueles que só sabem lidar com o multilateralismo através da opressão e do unilateralismo autoritário.

Ao encerrar o percurso na escadaria da Universidade de Havana, a mensagem enviada ao mundo foi de esperança e luta. O Brasil e as forças progressistas internacionais observam com solidariedade essa resistência, entendendo que a defesa de Cuba é também a defesa de um mundo onde nenhum país possa mandar no outro através do terrorismo de Estado. A Marcha das Tochas de 2026 entra para a história como o dia em que Havana iluminou o caminho para quem não aceita viver de joelhos perante os desmandos de figuras como Trump e seus seguidores.

Assista ao vídeo:


Com informações do DCM

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