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O governo de Donald Trump formalizou uma ofensiva sem precedentes contra a soberania dos povos latino-americanos ao lançar uma nova diretriz de defesa que resgata o que há de mais agressivo no imperialismo estadunidense. Batizada de "Corolário Trump à Doutrina Monroe", a nova Estratégia Nacional de Defesa estabelece que Washington não hesitará em empregar força militar em todo o Hemisfério Ocidental, do Ártico à América do Sul, sempre que considerar que seus interesses comerciais ou de segurança estão em risco. O documento, assinado pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, deixa claro que a cooperação com países vizinhos agora é condicional: ou os governos da região se alinham totalmente às prioridades de Trump, ou enfrentarão as consequências de intervenções diretas.
A agressividade do plano é exemplificada de forma sombria no próprio documento oficial, que cita o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas como um modelo de "operação resoluta" que pode ser repetido em qualquer lugar do continente. Washington agora se arroga o direito de garantir acesso irrestrito a áreas estratégicas como o Canal do Panamá e o recém-rebatizado "Golfo das Américas", antigo Golfo do México, além da Groenlândia. Essa postura de "paz por meio da força" ignora o direito internacional e as Nações Unidas, estabelecendo que o Exército dos Estados Unidos está pronto para agir com rapidez e precisão contra qualquer nação que não "faça sua parte" na defesa dos interesses da Casa Branca.
Além da pressão militar, a nova doutrina de Trump mira diretamente a influência da China na região, descrevendo o país asiático como o principal rival a ser contido. A estratégia americana busca sufocar parcerias comerciais legítimas entre os países da América Latina e Pequim, tentando impor um isolamento econômico que favoreça apenas as corporações dos Estados Unidos. Para justificar futuras incursões, o Departamento de Guerra declarou que se reserva o direito de realizar ataques unilaterais contra organizações classificadas como narcoterroristas em qualquer ponto das Américas, o que, na prática, abre as portas para violações de fronteiras e ataques aéreos sob qualquer pretexto que Washington julgue conveniente.
O cenário desenhado por este novo documento representa um retrocesso de décadas na diplomacia regional, transformando vizinhos em vassalos sob constante ameaça de bombardeio ou intervenção política. Com o fechamento de fronteiras e a exigência de que os aliados arquem com o "fardo da segurança compartilhada", Trump tenta consolidar uma hegemonia baseada no medo e na supremacia bélica. Para o Brasil e os demais países do Sul Global, o anúncio desta doutrina militarista soa como um alerta urgente sobre a necessidade de fortalecer blocos regionais e defender a soberania nacional contra o ressurgimento da diplomacia das canhoneiras no século XXI.
Com informações do g1
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