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Em mais uma demonstração de coragem diplomática e respeito ao direito internacional, o Presidente Lula mandou um recado direto a Donald Trump: a Venezuela é um país soberano e não um quintal dos Estados Unidos. Durante sua passagem pelo Panamá nesta terça-feira, o líder brasileiro condenou a postura intervencionista da Casa Branca, especialmente após o episódio vergonhoso da retirada forçada e do sequestro de Nicolás Maduro para julgamento em solo norte-americano. Lula reafirmou que a solução para os problemas de qualquer nação deve nascer de seu próprio povo, e não ser imposta por botas militares ou tribunais estrangeiros.
Diferente do servilismo demonstrado pela extrema-direita brasileira em anos anteriores, Lula utiliza a estatura do Brasil para mediar crises com equilíbrio e firmeza. Ele destacou que nem o Brasil, nem os Estados Unidos possuem o direito de ditar o futuro político da Venezuela. Para o presidente, o papel da comunidade internacional deve ser o de auxílio paciente, garantindo que os próprios venezuelanos encontrem sua saída democrática. Essa postura isola a retórica agressiva de Trump, que tenta ressuscitar políticas coloniais de interferência direta em países vizinhos sob o pretexto de "ajuda".
O reconhecimento da legitimidade institucional também pautou as falas de Lula, que informou o desejo de manter diálogo constante com Delcy Rodríguez, vice de Maduro que assumiu o comando interino do país. Enquanto os EUA tentam desestabilizar a região com medidas de força, o Brasil busca canais de conversação para garantir que a transição e a estabilidade sejam conduzidas por quem de direito. Lula ressaltou que Delcy demonstrou preocupação com os eventos recentes e que o governo brasileiro pretende ajudá-la a conduzir o país sem que o povo seja vítima de mais violência externa.
O enfrentamento desse cenário crítico terá um capítulo decisivo em março, quando Lula planeja visitar Donald Trump em Washington. O encontro, alinhavado em telefonema recente, será a oportunidade para o presidente brasileiro colocar "os pingos nos is" e barrar o ímpeto unilateralista do mandatário estadunidense. Lula leva para a capital americana a voz do Sul Global, exigindo que o multilateralismo seja respeitado e que a Carta da ONU não seja rasgada em benefício de interesses geopolíticos mesquinhos que só geram caos e sofrimento às populações latinas.
A defesa da soberania venezuelana por parte de Lula não é apenas uma questão de vizinhança, mas um princípio inegociável de sua política externa altiva. Ao rechaçar a tutela de Trump sobre Caracas, o presidente brasileiro protege todo o continente contra precedentes perigosos de sequestros de líderes e intervenções arbitrárias. É o retorno da diplomacia que preza pela paz e pela autodeterminação, combatendo o autoritarismo de quem se julga "dono do mundo". O Brasil volta a ser o fiel da balança que impede que a América Latina seja incendiada por interesses estrangeiros.
Por fim, a mensagem de Lula ao povo venezuelano e ao mundo é de paciência e solidariedade ativa. Enquanto o bolsonarismo torcia por invasões e derramamento de sangue, o atual governo brasileiro trabalha para que o diálogo prevaleça sobre as armas. A visita a Washington servirá para reafirmar que o Brasil não aceita o retorno de doutrinas que tratam vizinhos como colônias. A história provará que a solução democrática, conduzida com dignidade e sem pressões imperialistas, é o único caminho para a estabilidade duradoura na nossa região.
Assista ao vídeo:
?? POLÍTICA | No Panamá, Lula fala sobre conversa com Trump e futuro da Venezuela
— Metrópoles (@Metropoles) January 27, 2026
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?? Gustavo Zucchi/Metrópoles pic.twitter.com/IUBiFeigyP