Omissão desmascarada: Roberto Campos Neto deu prazos infinitos para banco quebrar o país

Portal Plantão Brasil
29/1/2026 10:10

Omissão desmascarada: Roberto Campos Neto deu prazos infinitos para banco quebrar o país

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A liquidação do Banco Master não foi um acidente, mas o desfecho óbvio de uma gestão desastrosa e omissa de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. Enquanto o banco expandia seus negócios sobre bases frágeis e insustentáveis, o BC bolsonarista assistia a tudo com uma tolerância inaceitável. O jornal O Estado de S. Paulo confirmou que a autoridade monetária sabia dos problemas de liquidez mais de um ano antes do colapso, mas preferiu conceder chances sucessivas a uma administração temerária, enquanto o banco articulava influência política em Brasília para evitar qualquer intervenção.

Em março de 2024, o cenário já era de terra arrasada: o Banco Central identificou que o Master não tinha como honrar seus compromissos. A instituição se comprometeu a captar R$ 15 bilhões, mas não conseguiu levantar nem 15% desse valor. Mesmo diante desse fracasso retumbante, Campos Neto não interveio, reforçando uma complacência que beira a cumplicidade. Essa "mão leve" permitiu que o banco continuasse operando de forma agressiva, captando dinheiro de investidores com promessas de taxas ilusórias, escorando-se indevidamente na garantia do Fundo Garantidor de Créditos.

A situação ficou ainda mais escandalosa com a edição de normas em 2023 que ajudaram a esconder o buraco financeiro, permitindo que ativos podres não fossem contabilizados no balanço. Em vez de exigir que os sócios aportassem capital ou vendessem ativos, o Banco Central de Campos Neto permitiu que o Master seguisse emitindo CDBs com taxas absurdas para atrair incautos. Foi o uso de um instrumento público para "vender ilusões", enquanto os controladores exploravam brechas regulatórias sob o olhar benevolente de um presidente do BC mais preocupado com ideologia de mercado do que com a segurança do sistema.

O descaso chegou ao limite em novembro de 2024, quando o Banco Master parou de recolher até os depósitos compulsórios, tornando-se inadimplente com o próprio Banco Central. Mesmo sofrendo esse calote direto, Roberto Campos Neto, já em fim de mandato, estendeu o tapete vermelho para os banqueiros e concedeu novo prazo até março de 2025 para uma suposta "solução definitiva". Essa crença cega em uma solução privada persistiu até o último momento, ignorando que o banco já estava tecnicamente morto e apenas drenando recursos.

A tentativa desesperada de socorro veio através do BRB, o banco estatal do Distrito Federal comandado pela direita, em uma manobra que tentava usar dinheiro público para salvar os amigos de Daniel Vorcaro. Somente em setembro, dois meses antes da liquidação final, o Banco Central vetou a proposta, quando o escândalo já não podia mais ser escondido debaixo do tapete. A demora em agir transformou o que poderia ter sido uma correção técnica em um escândalo institucional de grandes proporções, envolvendo diversas esferas do poder público sob o silêncio cúmplice da gestão bolsonarista no BC.

O editorial conclui que a liquidação foi o único caminho restante, mas ressalta que a firmeza que sobrou no final faltou durante todo o processo. Se Campos Neto tivesse atuado com o rigor que o cargo exige desde os primeiros sinais de risco em 2021, o país não estaria assistindo a esse espetáculo de insolvência e falta de confiabilidade. O episódio deixa claro que a "autonomia" defendida pela extrema-direita serviu, na prática, como um escudo para a leniência com o sistema financeiro em detrimento da segurança dos poupadores e da transparência pública.

Com informações do Brasil 247

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