Israel é responsável por dois terços das mortes de profissionais da imprensa no mundo

Portal Plantão Brasil
25/2/2026 11:22

Israel é responsável por dois terços das mortes de profissionais da imprensa no mundo

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O mundo assistiu em 2025 ao capítulo mais sangrento da história recente para o jornalismo, com a confirmação de 129 profissionais da imprensa assassinados. Este número trágico, revelado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), não é apenas um recorde estatístico, mas o reflexo de um colapso civilizatório onde a busca pela verdade é punida com a morte. Enquanto governos autoritários e líderes populistas de extrema-direita incentivam o ódio contra repórteres, a realidade no campo de batalha mostra que o extermínio de comunicadores tornou-se uma estratégia deliberada para cegar a opinião pública global.

O relatório do CPJ aponta uma responsabilidade estarrecedora: Israel foi o autor de dois terços de todas as mortes registradas no mundo. Foram 86 profissionais mortos por disparos israelenses, sendo a maioria palestinos que tentavam documentar o horror na Faixa de Gaza. Esse cenário expõe a face mais brutal de um conflito onde os olhos do mundo são sistematicamente eliminados, com o uso crescente de drones militares para alvejar quem carrega uma câmera ou um microfone. Jodie Ginsberg, diretora do CPJ, foi enfática ao dizer que a liberdade de todos está em risco quando o silenciamento de jornalistas se torna a regra.

A barbárie tecnológica também se manifestou em outros conflitos. No Sudão, as Forças de Apoio Rápido utilizaram drones para assassinar repórteres, enquanto na Ucrânia, os ataques russos voltaram a crescer, vitimando profissionais que cobriam a invasão. O uso de armamento de precisão contra quem deveria ter proteção garantida pelo Direito Internacional prova que a ética na guerra foi substituída por uma política de extermínio da narrativa alheia. Além das guerras, o relatório denuncia a "cultura de impunidade" que impera em países como o México e as Filipinas, onde as investigações sobre mortes de jornalistas raramente chegam aos mandantes.

No cenário da América Latina e do Sul Global, a corrupção e o crime organizado continuam sendo carrascos da imprensa. Mortes brutais foram registradas em Bangladesh, na Índia e no Peru, muitas vezes ligadas a investigações sobre fraudes e esquemas políticos. Para quem acompanha a política brasileira e repudia o bolsonarismo — que por anos cultivou um ambiente de hostilidade e agressões físicas a jornalistas —, esses dados servem como um alerta sombrio. Quando a democracia é atacada, a imprensa é a primeira a sangrar, e o recorde de 2025 é o resultado prático de anos de desumanização da profissão por líderes autoritários em todo o globo.

O silêncio ou a cumplicidade de potências internacionais diante desses números é o que permite que a contagem de corpos continue subindo. A ausência de punição para quem ordena disparos contra coletes de identificação "PRESS" envia uma mensagem clara: o assassinato de jornalistas é tolerado. Enquanto o governo Lula busca restabelecer o respeito à categoria no Brasil, o panorama mundial exige uma ação imediata das Nações Unidas. Não se trata apenas de defender uma classe profissional, mas de garantir o direito básico da humanidade de saber o que acontece nos porões da guerra e da corrupção.

A conclusão do relatório do CPJ é um grito de socorro por transparência e justiça. O aumento de mortes ligadas ao crime organizado e à exposição de fraudes mostra que a luz do jornalismo incomoda quem vive nas sombras do poder ilegal. O ano de 2025 ficará marcado como o ano em que a caneta e a lente enfrentaram drones e mísseis, e perderam em número de vidas, mas não na importância de sua missão. Honrar esses 129 profissionais é exigir que seus assassinos sejam responsabilizados e que o direito de informar deixe de ser uma sentença de morte.

Com informações do Brasil 247

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