Rascunho de Flávio Bolsonaro expõe que Marcos Pollon (PL-MS) pediu R$ 15 milhões para desistir de eleição

Portal Plantão Brasil
25/2/2026 15:08

Rascunho de Flávio Bolsonaro expõe que Marcos Pollon (PL-MS) pediu R$ 15 milhões para desistir de eleição

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Um documento manuscrito, esquecido após uma reunião da cúpula do Partido Liberal (PL), revelou as entranhas das negociações políticas da extrema-direita para 2026. O rascunho, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter escrito, funciona como um raio-x das tensões e do pragmatismo amoral da legenda. Entre nomes riscados e cifras milionárias, as anotações expõem o ceticismo do clã Bolsonaro com aliados e a tentativa de controlar as eleições estaduais através de imposições de Jair Bolsonaro, como o veto ao veterano Esperidião Amin em Santa Catarina para abrir caminho para Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni.

O trecho mais escandaloso menciona o deputado Marcos Pollon (PL-MS), com a anotação direta: "pediu 15 mi para não ser candidato". Embora o parlamentar negue e fale em "assassinato de reputação", o registro de Flávio sugere que o PL opera sob a lógica do balcão de negócios, onde candidaturas são negociadas por valores astronômicos. Essa faceta mercantilista desmascara o discurso ético que o bolsonarismo tenta vender aos seus seguidores, mostrando que, nos bastidores de Brasília, o que vale é o peso do Fundo Partidário e os acordos de conveniência.

Em Minas Gerais, o rascunho revela o desprezo de Flávio pelo vice-governador Mateus Simões (Novo), anotando que ele "me puxa para baixo" na chapa. A estratégia mineira envolve o uso do deputado Nikolas Ferreira como peça de manobra para convencer o empresário Flávio Roscoe a disputar o governo, evidenciando como a cúpula do partido trata as lideranças regionais como meros joguetes. Já em São Paulo, a preocupação gira em torno de Felício Ramuth (PSD), vice de Tarcísio de Freitas, que aparece ligado ao símbolo de cifrão ($) devido a investigações por lavagem de dinheiro — ironicamente, um tema recorrente na órbita da família Bolsonaro.

O mapa de articulações também mostra o esforço para acomodar a "família real" em cargos estratégicos. Em São Paulo, nomes como Eduardo Bolsonaro e Renato Bolsonaro aparecem em uma lista de espera para o Senado, enquanto no Distrito Federal o impasse envolve como encaixar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis em uma mesma chapa sem melindrar Ibaneis Rocha. A obsessão por manter o controle do Senado em 2026 é nítida, com o PL buscando alianças com o que há de mais tradicional no centrão, como Arthur Lira em Alagoas e Ciro Nogueira no Piauí, abandonando qualquer verniz de "nova política".

Para os apoiadores de Lula e defensores da democracia, esse vazamento é a confirmação de que o PL de Valdemar Costa Neto e dos Bolsonaro funciona como uma organização voltada para a manutenção do poder familiar e financeiro. O rascunho de Flávio é um retrato fiel de uma liderança que não confia nos próprios aliados e que enxerga o processo eleitoral como um tabuleiro de interesses privados. A "situação nos estados" desenhada pelo senador mostra que o projeto do grupo não é o progresso do Brasil, mas a ocupação de espaços para garantir foro e proteção jurídica aos seus membros.

As anotações agora servem como prova pública das divisões internas e das pressões que Jair Bolsonaro exerce sobre a legenda, atropelando acordos locais para beneficiar sua prole. De Santa Catarina ao Mato Grosso do Sul, o documento escancara que o bolsonarismo está mais preocupado em "limpar" o partido de vozes independentes do que em construir propostas para o país. Enquanto Flávio Bolsonaro tenta minimizar o documento como um simples "brainstorm", a sociedade brasileira recebe uma aula gratuita sobre como a extrema-direita planeja sua volta ao poder: entre riscos de caneta, cifras milionárias e total desrespeito aos seus "vassalos" políticos.

Com informações da Fórum

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