Plano de Michelle Bolsonaro para o Senado trava após anotações secretas de Flávio

Portal Plantão Brasil
26/2/2026 08:31

Plano de Michelle Bolsonaro para o Senado trava após anotações secretas de Flávio

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O clã Bolsonaro vive mais um capítulo de sua novela interna de traições e disputa por cargos, desta vez com o Distrito Federal como cenário. Anotações manuscritas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelaram que ele está disposto a colocar um freio nas ambições eleitorais de sua madrasta, Michelle Bolsonaro. O documento mostra que o apoio do PL à vice-governadora Celina Leão (PP) — aliada íntima de Michelle — está sob ameaça. Flávio registrou que "não dá para oficializar" a aliança se o atual governador Ibaneis Rocha (MDB) decidir concorrer ao Senado, implodindo o plano que reservava duas vagas na chapa para Michelle e Bia Kicis.

Essa movimentação de Flávio é um golpe direto na articulação que Michelle considerava pacificada. Enquanto a ex-primeira-dama tenta consolidar seu palanque em Brasília, a cúpula nacional do PL, comandada pelo calculista Valdemar Costa Neto sob a influência de Flávio, prefere manter as cartas na mesa para negociar com o "centrão" de Ibaneis. O rascunho expõe que, no bolsonarismo, a lealdade familiar termina onde começa a disputa por sobrevivência política e controle de verbas eleitorais, deixando Michelle e suas aliadas em uma situação de total incerteza.

O clima de desconfiança mútua entre os filhos de Jair Bolsonaro e Michelle não é novidade, mas agora ganha contornos de chantagem pública. Recentemente, Eduardo Bolsonaro cobrou que Michelle e o deputado Nikolas Ferreira trabalhem mais na pré-campanha presidencial de Flávio, sugerindo que o apoio do partido às pretensões dela no DF não será gratuito. É o "toma lá, dá cá" operando dentro da própria residência da família que se diz defensora da moral, mas que nos bastidores se digladia por cada centímetro de poder.


Ibaneis Rocha, por sua vez, tenta aproveitar o racha para viabilizar sua ida ao Senado, mesmo desgastado por escândalos envolvendo o Banco de Brasília. O governador sabe que o PL está dividido e joga com a ambiguidade de Flávio para tentar minar a candidatura dupla de Michelle e Bia Kicis, que Jair Bolsonaro prometeu apoiar. O impasse mostra que o Distrito Federal virou um tabuleiro onde os peões são as alianças femininas de Michelle e os reis são os interesses da prole bolsonarista, sempre pronta a sacrificar aliados em nome de seus próprios projetos.

Tentando conter o incêndio que ele mesmo provocou com suas anotações, Flávio Bolsonaro adotou um tom cínico de "conciliação", afirmando que procurará Michelle para conversar "como adultos". No entanto, o estrago na confiança interna já foi feito. As declarações de unidade dadas por Valdemar Costa Neto soam vazias diante de um papel escrito que condiciona o futuro político da ex-primeira-dama aos movimentos de adversários locais. O recado de Flávio foi claro: quem manda no PL e define os rumos das candidaturas é ele, e não o grupo de Michelle.

Para o eleitor progressista, esse episódio é apenas mais uma prova de que o bolsonarismo é um projeto de poder patrimonialista, onde o Estado e os partidos são tratados como herança de família. Enquanto o país tenta avançar, o clã se ocupa em rifar alianças e sabotar os próprios correligionários em rascunhos de papel de pão. A "mesma página" que Flávio alega estarem todos é, na verdade, um roteiro de intrigas onde a única regra é garantir o foro privilegiado para quem carrega o sobrenome do patriarca.
Com informações do DCM

















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