494 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A CPMI do INSS vive dias de expectativa máxima enquanto aguarda o conteúdo explosivo dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material, que já é considerado a "caixa-preta" das fraudes no crédito consignado, está atualmente sob uma rigorosa triagem da Polícia Federal. Por determinação do ministro André Mendonça, do STF, os técnicos da PF estão separando meticulosamente apenas os dados que possuem relação direta com o foco das investigações parlamentares, garantindo que o direito à intimidade do empresário não seja violado em pontos alheios ao inquérito.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, confirmou que mantém contato direto com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para agilizar o envio dos arquivos. Assim que o material filtrado chegar ao Congresso, o acesso será liberado para os parlamentares, sem a necessidade de salas-cofre, já que os dados privados sensíveis terão sido removidos na triagem técnica. Essa transparência é vista como uma vitória contra as manobras anteriores que tentaram enterrar a investigação, inclusive decisões que visavam esconder as provas em gabinetes fora da comissão.
A mudança de postura no STF, com a saída de Dias Toffoli da relatoria por suspeição e a entrada de André Mendonça, trouxe um novo fôlego para a persecução de ilícitos. Mendonça tem defendido a cooperação institucional, afastando-se do modelo de blindagem que marcou a fase anterior das investigações. Vale lembrar que o afastamento de Toffoli ocorreu após a PF apontar indícios de conexões entre o ministro e Vorcaro, envolvendo transações milionárias relacionadas a um resort de luxo, o que escancarou a necessidade de uma condução mais isenta do caso.
Enquanto a triagem técnica ocorre, a pressão política em Brasília só aumenta. A oposição, encabeçada por nomes como Damares Alves, critica o que chama de "atraso proposital", embora reconheça a complexidade do filtro determinado pelo Supremo. O clima é de guerra, especialmente após a aprovação de requerimentos que miram o filho do presidente Lula, uma manobra clara do bolsonarismo para desviar o foco dos dez ministros do governo anterior que estão, de alguma forma, ligados ao esquema do Banco Master e do INSS.
O celular de Vorcaro é tratado como uma "arma atômica" jurídica, pois armazena desde contratos milionários com escritórios de advocacia influentes até comunicações que podem expor a relação íntima entre o poder financeiro e autoridades da República. A expectativa é que, em sete dias, os parlamentares possam finalmente cruzar esses dados e identificar os verdadeiros arquitetos do golpe contra os aposentados brasileiros. O tempo agora é o maior inimigo daqueles que tentam manter o sigilo sobre as operações do Banco Master.
Esta fase final de separação técnica na Polícia Federal é o último obstáculo antes que a CPMI possa apresentar resultados concretos à sociedade. Com a volta do recesso, o trabalho de análise dos documentos será intenso e deve redefinir o cenário eleitoral e institucional de 2026. A verdade sobre o destino dos bilhões desviados do INSS está prestes a vir à tona, e o cerco contra a extrema-direita e seus financiadores parece estar se fechando de forma irreversível.
Com informações do Brasil 247
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