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O economista Jeffrey Sachs afirmou que o assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei pelos governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu pode desencadear uma guerra de grandes proporções, com potencial de se transformar em um conflito global. Em entrevista à CGTN, Sachs classificou o episódio como "um desastre" e alertou que a ação "acendeu o estopim de um desastre completo, e fizeram isso de uma maneira absolutamente brutal". Segundo ele, a tendência é o fortalecimento da Guarda Revolucionária Islâmica e a continuidade da guerra.
Sachs criticou a concepção primitiva de política externa baseada em assassinatos para tentar remodelar governos estrangeiros. "A CIA e o Mossad pensam que, ao matar o líder e alguns outros dirigentes, conseguirão criar um regime submisso. Essa é a ideia deles de política externa. Sou muito cético quanto a isso. Quase sempre falha", declarou. O economista também afirmou que "os Estados Unidos estão inebriados pela própria arrogância" e agem como se comandassem o mundo, o que é "muito perigoso, muito ilusório e está levando a mais e mais violência".
Para Sachs, a eliminação de lideranças tende a produzir radicalização e prolongamento da guerra, em vez de estabilidade, em meio à já delicada conjuntura regional após a morte de Khamenei e a escalada de mísseis entre Irã e Israel.
Com informações do Brasil247
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