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O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou a realização de atos em todo o país neste domingo (8/3), data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. As mobilizações, previstas para ocorrer nas capitais brasileiras, terão como principais bandeiras o combate à violência contra as mulheres e o fim da escala de trabalho 6x1. Este será o primeiro grande teste de mobilização do partido em torno da proposta de mudança na jornada de trabalho, considerada estratégica para o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações acontecem uma semana após atos organizados por lideranças bolsonaristas com críticas ao presidente e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliando o cenário de disputa política nas ruas.
A proposta de redução da jornada de trabalho está atualmente em debate no Congresso Nacional. O governo federal defende a aprovação, ainda no primeiro semestre, da medida que extingue o modelo 6x1 — sistema em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de expediente para ter direito a apenas um dia de descanso. Para a secretária Nacional da Mulher do PT, Mazé Morais, a discussão tem impacto direto na vida das mulheres. Ela argumenta que a sobrecarga do modelo atual afeta de maneira mais intensa o público feminino. "Para nós, mulheres, isso pesa ainda mais, porque, além do trabalho, somos nós que seguramos com cuidado os filhos, a família, a comunidade. Lutar contra a 6x1 é lutar para sobrar tempo para cuidar, para estar perto de quem a gente ama e para estar na política", afirmou.
A articulação dos atos no 8 de março reforça a tentativa do partido de associar a pauta trabalhista à defesa dos direitos das mulheres, conectando o debate sobre jornada de trabalho à realidade da dupla e tripla jornada enfrentada por milhões de brasileiras. A mobilização coloca o PT na vanguarda de uma das pautas mais populares entre a classe trabalhadora, especialmente entre as mulheres que precisam conciliar emprego formal com tarefas domésticas e cuidados com filhos e idosos. Pesquisas recentes mostram ampla aceitação popular da proposta de redução da jornada, o que transforma o tema em trunfo político para o campo progressista.
Com a mobilização nacional, o PT busca ampliar a visibilidade da proposta no Congresso e fortalecer a narrativa de que a redução da jornada representa uma medida de justiça social e de valorização do tempo dedicado à família e à participação política. A aposta do partido é que o 8 de março se consolide como marco de resistência não apenas contra o machismo e a violência de gênero, mas também contra a exploração do trabalho que penaliza de forma mais dura as mulheres brasileiras. A expectativa é que os atos reúnam milhares de manifestantes em todas as regiões do país, projetando a pauta trabalhista como eixo central da campanha eleitoral de 2026.
Com informações do Brasil247
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