"Pessoas ruins": Trump desumaniza vítimas de massacre escolar no Irã e ameaça a Espanha

Portal Plantão Brasil
3/3/2026 16:56

"Pessoas ruins": Trump desumaniza vítimas de massacre escolar no Irã e ameaça a Espanha

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O cinismo de Donald Trump atingiu um patamar aterrador durante sua reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz. Em declarações que beiram a psicopatia política, o presidente dos EUA tentou inverter a narrativa do ultimato de Israel, afirmando no Salão Oval que ele próprio teria "forçado a mão" de Benjamin Netanyahu para atacar o Irã primeiro. Enquanto as bombas financiadas por Washington destroem o Oriente Médio, Trump rotula o povo iraniano como "lunáticos" e tenta vender a invasão como um ato preventivo, ignorando que sua sede de sangue está apenas alimentando uma espiral de violência que ele finge não compreender.

A crueldade de Trump ficou exposta ao comentar o massacre em uma escola primária feminina no sul do Irã, onde pelo menos 168 pessoas, a maioria crianças, foram dizimadas. Com um desprezo olímpico pela vida humana, o presidente americano afirmou que os ataques estão ocorrendo onde é "mais apropriado", chamando as vítimas de "pessoas ruins" que "vão sofrer muito" por não terem mais proteção aérea. É a retórica fascista em sua forma mais pura: a desumanização do outro para justificar o extermínio de inocentes, tudo sob a complacência de líderes da extrema direita que enxergam nessas atrocidades uma demonstração de força.

Em um momento de total confusão e arrogância, Trump desmentiu seu próprio secretário de Estado, Marco Rubio, evidenciando o caos que reina na Casa Branca. Enquanto Rubio admitia que Israel planejava o ataque inicial, Trump tenta assumir o protagonismo do massacre para inflar seu ego autoritário. Ele ainda teve o desplante de aconselhar os iranianos a não protestarem contra o regime agora porque "há muitas bombas caindo", uma ironia perversa vinda de quem deu a ordem para lançá-las. O assassinato do aiatolá Ali Khamenei no fim de semana é tratado por ele apenas como uma peça em seu tabuleiro de xadrez geopolítico.

Veja:



A megalomania de Trump cruzou fronteiras ao comparar a invasão do Irã ao sequestro do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Ele elogiou a colaboração de Delcy Rodríguez, mostrando que seu interesse não é a democracia, mas a manutenção de governos submissos que garantam seus interesses imperiais. Essa visão de mundo, onde nações são tratadas como propriedades particulares, é o que inspira o bolsonarismo no Brasil a clamar por intervenções e rupturas institucionais, ignorando o rastro de destruição e perda de soberania que tais ações provocam.

Não satisfeito em incendiar o Oriente Médio, Trump abriu uma nova frente de ataques contra a Europa, ameaçando cortar todo o comércio com a Espanha após as críticas legítimas do presidente Pedro Sánchez. A retaliação econômica contra um aliado histórico mostra que a extrema direita não aceita divergências e prefere o isolamento beligerante ao diálogo diplomático. É o método do "fascistão": punir quem defende os Direitos Humanos e a paz, enquanto abraça regimes que promovem o genocídio e a instabilidade global em nome de uma suposta supremacia.


O cenário pintado por Trump no Salão Oval é o de um mundo sem regras, onde a força bruta é a única linguagem permitida. Ao celebrar a destruição total das instalações iranianas e a morte de civis, ele reafirma seu papel como o maior perigo à paz mundial. Enquanto o governo Lula defende a soberania e a solução pacífica de conflitos, o eixo Trump-Netanyahu mergulha a humanidade em uma era de trevas, onde escolas são alvos "apropriados" e a diplomacia é substituída pela ameaça constante de aniquilação.

Com informações do DCM

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