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A guerra no Oriente Médio atingiu um ponto de não retorno nesta sexta-feira (6), com o Irã demonstrando que o assassinato de Ali Khamenei não provocou o colapso do regime, mas sim uma união nacional sem precedentes contra a aliança liderada por Donald Trump. Ao fechar o Estreito de Ormuz e atacar bases americanas em países vizinhos, Teerã atingiu o coração da hegemonia dos EUA: o controle do fluxo global de energia. O conflito, que já entra em seu quinto dia com mais de mil mortos, expõe a fragilidade das defesas ocidentais diante de táticas de saturação e a possibilidade do uso de tecnologias avançadas, como mísseis supersônicos que poderiam afundar porta-aviões americanos.
No cenário diplomático, a "doutrina do caos" de Trump está implodindo a unidade europeia. Enquanto países como a Espanha resistem à escalada e sofrem ameaças diretas de sanções comerciais de Washington, o chanceler alemão Friedrich Merz alinhou-se à postura de chantagem dos EUA, aprofundando a fissura dentro da União Europeia. Para especialistas, o mundo assiste ao fim dos Estados Unidos como um "aliado confiável", forçando nações a buscarem novas alternativas de segurança e comércio fora da órbita do dólar.
A China, embora mantenha uma neutralidade oficial, observa o cenário como uma oportunidade estratégica. O Irã é peça-chave na Nova Rota da Seda, e uma derrota americana no Golfo consolidaria a influência de Pequim na Eurásia. O alerta do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, de que qualquer sucessor de Khamenei — incluindo seu filho Mojtaba — será alvo de assassinato, apenas reforça a percepção de que Israel e EUA buscam uma aniquilação total da liderança persa, ignorando as consequências humanitárias que já deslocaram mais de 100 mil pessoas em Teerã.
Enquanto o Senado dos EUA rejeita o fim dos bombardeios e a Marinha americana afunda navios iranianos até no Oceano Índico, o Irã aposta em uma guerra de desgaste para destruir o sistema de bases que sustenta o domínio ocidental. Se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, a economia global enfrentará um choque sem precedentes. O tabuleiro geopolítico de 2026 mostra que a tentativa de Trump de "resolver" a questão iraniana pela força pode ter sido a armadilha que levará à queda definitiva da hegemonia do petrodólar.
Com informações do RFI
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