Irã denuncia na ONU, 1.332 civis mortos por bombardeios de EUA e Israel e acusa terrorismo de Estado

Portal Plantão Brasil
7/3/2026 10:17

Irã denuncia na ONU, 1.332 civis mortos por bombardeios de EUA e Israel e acusa terrorismo de Estado

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O genocídio patrocinado por Estados Unidos e Israel contra o povo iraniano ganhou números oficiais e uma denúncia contundente na tribuna da ONU. O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, revelou nesta sexta-feira que pelo menos 1.332 civis foram mortos desde o início do conflito, há exatamente uma semana. Milhares de outros ficaram feridos, em uma escalada de violência que tem como alvo preferencial a infraestrutura civil do país. Enquanto isso, Teerã afirma que seus ataques se limitam estritamente a alvos militares, num claro contraste com a barbárie promovida pela aliança imperialista.

Iravani foi categórico ao acusar EUA e Israel de deliberadamente mirarem áreas civis, em uma estratégia que viola todos os princípios do direito internacional humanitário. O diplomata também rebateu as alegações de que o Irã estaria atingindo locais não militares em países vizinhos, afirmando que investigações iniciais indicam que incidentes desse tipo podem ter sido causados por interceptações ou interferências dos sistemas de defesa norte-americanos. "Nossa avaliação inicial indica que alguns desses incidentes podem ter sido resultado de interceptações ou interferências do sistema de defesa dos Estados Unidos, que poderiam ter desviado alvos militares pretendidos", declarou.

A denúncia ganha ainda mais peso diante da confissão de autoridades norte-americanas à agência Reuters. Investigadores militares dos EUA admitiram que é "provável" que forças americanas tenham sido responsáveis pelo ataque a uma escola de meninas iranianas no primeiro dia da guerra, que matou dezenas de crianças. Apesar disso, o governo Trump segue sem apresentar uma conclusão final sobre o massacre, num silêncio cúmplice que escancara o desprezo pela vida de civis.

O embaixador iraniano também respondeu às declarações delirantes de Donald Trump, que exigiu a "rendição incondicional" do Irã e afirmou que quer ajudar a escolher o novo líder supremo do país. Iravani classificou a fala como "uma clara violação dos princípios de não interferência nos assuntos internos dos Estados, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas". E foi taxativo: "A seleção da liderança do Irã ocorrerá estritamente de acordo com nossos procedimentos constitucionais e exclusivamente pela vontade do povo iraniano, sem qualquer interferência estrangeira." Enquanto isso, o mundo assiste impassível ao maior banho de sangue da região nas últimas décadas.

Com informações da Reuters

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