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A máquina de guerra israelense segue ceifando vidas e espalhando destruição pelo Líbano. Dados do Ministério da Saúde libanês confirmam que pelo menos 294 pessoas morreram desde o início da ofensiva militar na última segunda-feira, com mais de mil feridos em diferentes regiões do país. Os números, no entanto, podem ser ainda maiores, já que equipes de resgate ainda trabalham para retirar corpos dos escombros em áreas duramente bombardeadas nos subúrbios de Beirute e nas vilas próximas à fronteira com Israel.
Os relatos que chegam do sul do Líbano são de um verdadeiro terror imposto pela força aérea e por comandos israelenses. Na vila de Nabi Chit, moradores viveram uma "noite de inferno" quando helicópteros sobrevoaram as casas a baixa altitude e bombardeios intensos se seguiram a disparos da população local. "Ouvi os helicópteros sobre nossa casa a noite inteira. Eles estavam tão baixos que pensamos que iam pousar em cima de nós", descreveu Shawki al-Masri à Reuters. A operação, que segundo Israel buscava restos mortais de um aviador desaparecido há décadas, deixou 41 mortos, de acordo com autoridades libanesas.
Enquanto isso, a crise humanitária se aprofunda em ritmo acelerado. O Conselho Norueguês para Refugiados estima que meio milhão de pessoas já foram forçadas a abandonar suas casas diante das ordens de evacuação emitidas por Israel, que incluem não apenas o sul do país, mas também bairros densamente povoados da capital Beirute. Aliyyeh Hijazi, de 66 anos e mãe de dez filhos, resume o desespero de uma população que já não tem mais para onde fugir: "Nossas vidas acabaram. Dizem que o povo do sul é muito forte, mas agora o povo do sul não aguenta mais."
A ofensiva contra o Líbano ocorre em paralelo à guerra contra o Irã, numa escalada regional que já dura uma semana e ameaça incendiar por completo o Oriente Médio. Enquanto a comunidade internacional assiste impassível, bombas israelenses continuam caindo sobre civis libaneses, em mais um capítulo da impunidade que há décadas marca a atuação de Israel na região. O sangue que jorra no Líbano é mais uma mancha na consciência de um mundo que prefere olhar para o lado.
Com informações do Brasil247
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