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Em mais uma demonstração de agressividade diplomática que chocou a comunidade internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o próximo Líder Supremo do Irã dependerá diretamente do reconhecimento de Washington para sobreviver no cargo. Em entrevista à rede ABC News neste domingo (8), Trump foi categórico ao afirmar que qualquer nome escolhido pelo conselho religioso iraniano após o assassinato de Ali Khamenei precisará de sua "aprovação". "Se ele não obtiver aprovação nossa, ele não vai durar muito", disparou o republicano, em uma fala que ignora a soberania nacional do país persa.
As declarações de Trump ocorrem no momento em que o Irã vive o auge da tensão interna e externa. O Conselho de Especialistas, órgão clerical responsável pela sucessão, já teria finalizado uma votação interna para definir o novo guia espiritual e político da nação. A postura de Trump é vista por analistas de política externa como uma tentativa de interferência direta em um processo sagrado para a estrutura de poder iraniana, o que pode inflamar ainda mais os sentimentos anti-americanos na região e dificultar qualquer possibilidade de trégua.
A retórica de Trump também serve para consumo interno, tentando justificar a "guerra de Trump" que já faz disparar os preços da gasolina nos Estados Unidos. Enquanto a Casa Branca alega "ganhos de longo prazo" com a desestabilização do regime iraniano, o mundo observa com temor a possibilidade de uma operação militar terrestre, hipótese que já é avaliada pelo Pentágono. Para o campo progressista global, a fala do presidente norte-americano ressoa como um eco do imperialismo mais arcaico, que busca ditar os rumos de nações soberanas através da força bruta e da chantagem política.
O Irã, que recentemente reafirmou sua parceria militar estratégica com a Rússia, deve reagir com indignação à fala de Trump. O chanceler iraniano já havia sinalizado que Teerã não aceitará interferências externas em sua sucessão. Com o tabuleiro do Oriente Médio cada vez mais conflagrado, a insistência de Washington em escolher o líder de um país adversário coloca o planeta à beira de um conflito sem precedentes, onde a diplomacia parece ter sido definitivamente substituída por ameaças de aniquilação e imposições coloniais.
Com informações da ABC News
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