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O estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, deu um recado claro ao clã Bolsonaro: o tempo do autoritarismo está chegando ao fim. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (10), os nomes apoiados pelo presidente Lula lideram com folga a disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026. Tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o vice-presidente Geraldo Alckmin, aparecem no topo das intenções de voto, isolando as figuras ligadas ao bolsonarismo em patamares irrelevantes e pífios.
No cenário com Fernando Haddad, o ministro lidera com 30% das intenções de voto, seguido por um bloco de nomes que compõem a base aliada ou o ministério de Lula, como Simone Tebet (25%) e Marcio França (20%). Enquanto os representantes do governo federal mostram força e diálogo com o eleitor paulista, os nomes da extrema-direita aparecem apenas nas posições inferiores. Guilherme Derrite, aposta do bolsonarismo, empata com Guilherme Boulos com apenas 14%, evidenciando que a retórica da violência não está encontrando eco na população.
Quando o nome testado é o de Geraldo Alckmin, a vantagem é ainda mais consolidada. O vice-presidente atinge 31%, reforçando sua histórica conexão com o eleitorado de São Paulo. Nesse cenário, figuras como Ricardo Salles e o próprio Derrite ficam estacionados nos 13%, incapazes de furar a bolha radical para ameaçar a liderança lulista. A pesquisa revela que o povo paulista valoriza a experiência administrativa e a estabilidade democrática em vez de candidatos que apenas buscam o confronto ideológico.
O desempenho dos candidatos apadrinhados por Eduardo Bolsonaro é particularmente vergonhoso. Gil Diniz, um dos nomes mais próximos da prole do ex-presidente, registra apenas 3% das intenções de voto, o que demonstra o esgotamento da influência da família no estado. Mesmo nomes mais conhecidos da direita, como Rosana Valle, não passam dos 7%, mostrando que a "onda" que elegeu figuras obscuras no passado perdeu força diante dos resultados reais que o governo Lula tem apresentado para a economia e para a vida das pessoas.
A pesquisa Datafolha ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas entre os dias 3 e 5 de março. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento consolida a tendência de que São Paulo será um território hostil para os retrocessos bolsonaristas nas próximas eleições. A liderança de ministros de Lula aponta para uma renovação do Senado com quadros qualificados e comprometidos com o projeto de reconstrução nacional, isolando aqueles que apostam no caos institucional.
O resultado é um balde de água fria nas pretensões do clã Bolsonaro, que esperava usar São Paulo como trampolim para manter sua relevância política. A realidade das urnas, no entanto, parece caminhar para uma limpeza democrática no legislativo paulista. O Brasil que trabalha e que produz está fechado com o progresso, e os dados do Datafolha são a prova cabal de que a esperança já venceu o medo e o ódio no coração dos paulistas.
Com informações da Fórum
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