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O cenário é Nova York, maio de 2024. No palco, sorrisos largos, tapetes vermelhos e uma "amizade" celebrada entre a cúpula do jornalismo da Globo, governadores da extrema direita e o banqueiro Daniel Vorcaro. Por trás do glamour financiado com dinheiro de origem suspeita, o que se viu foi o maior esquema de "toma lá, dá cá" da história recente, onde recursos que deveriam ir para saneamento e fomento foram desviados para salvar o caixa de um banco privado.
As investigações da Operação Compliance Zero revelam uma cronologia pornográfica de aportes milionários que coincidem milimetricamente com o evento em solo americano. Enquanto o povo brasileiro amarga a falta de serviços básicos, as autoridades se lambuzavam nas benesses oferecidas por Vorcaro para trair a confiança nacional.
O "Semestre da Amizade": A conta bancária de Cláudio Castro (RJ)
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, parece ter transformado o estado em um caixa eletrônico particular do Banco Master. O ritmo de depósitos foi frenético, especialmente através do Rioprevidência e da CEDAE.
• 10 de Maio de 2024: A CEDAE faz um "pagamento de entrada" de R$ 60 milhões, apenas quatro dias antes do evento em Nova York.
• 17 de Maio de 2024: Apenas dois dias após o encerramento do evento, com Castro recém-chegado de viagem, a CEDAE libera mais R$ 40 milhões.
• 20 de Maio de 2024: Inicia-se a janela de 66 dias onde o Rioprevidência realizou 16 aportes, injetando R$ 970 milhões no banco. Este movimento começou exatos 5 dias após o evento.
• Janeiro a Junho de 2024: No total, a CEDAE manteve R$ 231 milhões parados no Master, usando dinheiro que deveria ser destinado a obras de saneamento.
Tarcísio de Freitas (SP): Privatizações e a "Gratidão" em Nova York
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas usou a estrutura do estado para alimentar o ecossistema de Vorcaro, misturando privatizações emblemáticas com o uso político do banco de fomento estadual.
• 19 de Abril de 2024: O leilão da EMAE é vencido pelo consórcio Phoenix, ligado ao ecossistema do Banco Master.
• 23 de Maio de 2024: Apenas 8 dias após o Summit de Nova York, o governo de SP direciona um aporte de R$ 105 milhões referente à EMAE para o banco.
• 18 de Junho de 2024: A Desenvolve SP (Agência de Fomento) compra Letras Financeiras do Master no valor de R$ 35 milhões.
? Para os investigadores, esse valor foi o "fechamento" do pacote de agradecimento pela vitrine internacional oferecida a Tarcísio.
? A PF aponta que a escolha foi puramente política, já que o banco oferecia taxas abaixo do mercado.
É inadmissível que agências de fomento como a Desenvolve SP, criadas para apoiar o pequeno empreendedor paulista, tenham sido usadas para "emprestar" dinheiro a um banco de investimento privado que enfrentava crises de liquidez.
Os responsáveis por essa "farra" — Cláudio Castro, Tarcísio de Freitas e os diretores das estatais envolvidas — mostraram que sua lealdade não é com o cidadão que paga impostos, mas com o círculo de amizade dos bilionários. O povo brasileiro foi usado como fiador de um esquema de corrupção que financia jantares de luxo e viagens de primeira classe para jornalistas e políticos, enquanto a infraestrutura básica do país é saqueada.
Com informações do Plantão Brasil
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