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O cenário em Nova York, em maio de 2024, parecia uma celebração diplomática, mas os bastidores revelam algo muito mais sombrio. No palco, o governador Tarcísio de Freitas exibia uma proximidade alarmante com o banqueiro Daniel Vorcaro e com a cúpula do jornalismo da Globo, chamando diretores de "amigo Fred". Por trás do glamour financiado com recursos de origem suspeita, o que se viu foi o uso da estrutura do estado para salvar o caixa de um banco privado em crise de liquidez.
As investigações da Operação Compliance Zero revelam que Tarcísio de Freitas não apenas participou da vitrine internacional, mas utilizou privatizações e agências de fomento para injetar milhões no Banco Master logo após o evento. Enquanto o cidadão paulista aguarda investimentos, os recursos foram desviados para consolidar essa rede de "gratidão".
O Uso Político do Estado de São Paulo
A gestão de Tarcísio de Freitas pavimentou o caminho para o Banco Master através de uma cronologia de aportes que a Polícia Federal aponta como puramente política.
-Privatização Estratégica: Em 19 de abril de 2024, semanas antes da viagem, o leilão da EMAE foi vencido pelo consórcio Phoenix, que investigações ligam diretamente ao ecossistema do Banco Master.
-Aporte Pós-Evento: Apenas 8 dias após celebrar a "amizade" no Summit de Nova York, o governo de SP direcionou um aporte de R$ 105 milhões referente à EMAE para o banco de Vorcaro.
-O "Fechamento" do Pacote: Em 18 de junho de 2024, a Desenvolve SP (Agência de Fomento do Estado) comprou R$ 35 milhões em Letras Financeiras do Master.
-Escolha Lesiva: A PF identificou que a Desenvolve SP aceitou taxas de retorno propositalmente abaixo de outros bancos de varejo, o que torna a transação um favorecimento político em detrimento do lucro estatal.
-Traição ao Fomento: A Desenvolve SP, que deveria apoiar o pequeno empreendedor paulista, foi usada para "emprestar" dinheiro a um banco de investimento privado que enfrentava dificuldades de caixa.
Os responsáveis por essa articulação — com destaque para Tarcísio de Freitas e os diretores das estatais envolvidas — demonstraram que sua lealdade está com o círculo dos bilionários, e não com o contribuinte. O uso da Desenvolve SP para salvar o Banco Master é um tapa na face do setor produtivo paulista.O povo brasileiro foi transformado em fiador involuntário de um esquema que financia o luxo de autoridades e jornalistas em Nova York, enquanto as instituições públicas são saqueadas para garantir a liquidez de parceiros políticos.
Com informações do Plantão Brasil
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