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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, revelou nesta quinta-feira a gravidade de um alerta recebido por sua segurança institucional em 2025: seus deslocamentos em São Luís foram alvo de um monitoramento ilegal. A ação criminosa não se limitou a observar passos, mas expôs publicamente placas de veículos oficiais, a quantidade de agentes envolvidos na proteção do ministro e os nomes dos profissionais responsáveis por sua integridade. Trata-se de uma tentativa clara de intimidação e exposição da guarda institucional de uma das maiores autoridades da República.
Diante do risco iminente, a Polícia Federal deflagrou na última terça-feira uma operação de busca e apreensão em São Luís contra o blogueiro Luís Pablo. A medida, fundamental para cessar a perseguição, resultou na apreensão de computadores e celulares que podem revelar a extensão dessa rede de vigilância paralela. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, reafirmando que ataques à segurança de membros da Suprema Corte não serão tolerados em um Estado Democrático de Direito.
É importante destacar que a investigação não trata de opiniões ou críticas, como tentam distorcer alguns setores da mídia e associações de imprensa. O comunicado de Dino é enfático ao separar a liberdade de expressão de condutas criminosas: o que está em jogo é o monitoramento clandestino de rotas e equipes de proteção, algo que viola leis federais e resoluções do CNJ sobre segurança institucional. Não se trata de calúnia ou fake news, mas de uma ameaça física e operacional estruturada.
Enquanto entidades como a ABERT e a ANJ manifestam "preocupação" com a busca e apreensão, ignoram que a proteção de autoridades contra vigilância ilegal é uma garantia da própria autonomia do Judiciário. Os dados vazados — como detalhes dos veículos utilizados pelo STF em colaboração com tribunais locais — colocam em xeque não apenas o ministro, mas todo o corpo de agentes públicos que cumpre o dever de assegurar a ordem.
O material coletado já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República e segue os ritos previstos pela Lei nº 12.694/2012, que disciplina a segurança de magistrados. O caso reforça o "modus operandi" de figuras ligadas ao submundo digital que, sob o manto do blogueirismo, atuam para fragilizar as barreiras de proteção de quem combate a impunidade. O rigor na investigação é a única resposta possível para desencorajar novos atos de perseguição contra os guardiões da Constituição.
O desdobramento desse inquérito será vital para identificar quem financia ou estimula a exposição de agentes do Estado. O episódio em São Luís é mais um capítulo da resistência democrática contra aqueles que não aceitam as regras do jogo e tentam, pela via da coação e do monitoramento sombrio, atingir figuras centrais do atual governo e do Poder Judiciário.
Com informações do DCM
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