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Em um gesto firme de defesa da soberania nacional, o presidente Lula decidiu impedir a entrada no Brasil de Darren Beattie, conselheiro sênior de política para o Brasil do governo Donald Trump. A medida é uma resposta direta e necessária à postura hostil de Washington, que suspendeu o visto de mais de vinte autoridades brasileiras, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e quase a totalidade do Supremo Tribunal Federal (STF). O veto de Lula ocorre após Beattie, um ativista de extrema-direita conhecido por atacar as instituições brasileiras, manifestar o desejo de visitar o condenado Jair Bolsonaro na prisão e articular reuniões que foram lidas como clara ingerência estrangeira.
Darren Beattie não é apenas um burocrata; ele é um aliado íntimo do clã Bolsonaro, especialmente do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O assessor de Trump já proferiu ataques diretos ao ministro Alexandre de Moraes, descrevendo-o como o centro de um suposto "complexo de censura". Ao tentar desembarcar no Brasil para monitorar o cenário eleitoral e o sistema judiciário, Beattie agiu como um agente provocador da extrema-direita internacional, ignorando que o Brasil não é mais o quintal de potências estrangeiras, como era no governo anterior.
A lista de autoridades brasileiras perseguidas pelo governo Trump é extensa e revela um ataque coordenado contra o Judiciário e o Ministério Público. Entre os afetados pelo cancelamento de vistos estão ministros como Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e o atual procurador-geral da República, Paulo Gonet. Até mesmo familiares das autoridades, como a mulher e a filha do ministro Alexandre Padilha, foram atingidos pelas sanções ideológicas impostas por Washington, o que Lula classificou como uma afronta inaceitável.
Veja a lista:
STF:
-Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes;
-Luís Roberto Barroso (ex-ministro);
-Flávio Dino;
-Gilmar Mendes;
-Dias Toffoli;
-Cristiano Zanin;
-Cármen Lúcia;
-Edson Fachin;
-Paulo Gonet;
-Benedito Gonçalves (ex-juiz eleitoral);
-Airton Vieira (juiz auxiliar e assessor do STF);
-Marco Antonio Martin Vargas (ex-assessor eleitoral de Moraes);
-Rafael Henrique Janela Tamai Rocha (assessor judicial de Moraes).
Governo brasileiro:
-Alexandre Padilha (ministro da Saúde, que tem restrições de locomoção no país), mulher e filha;
-Jorge Messias (advogado-geral da União);
-Mozart Júlio Tabosa Sales (secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde);
-José Levi (ex-procurador-geral da República).
O presidente Lula foi enfático ao declarar que a proibição de Beattie permanecerá em vigor enquanto os Estados Unidos não desbloquearem os vistos dos ministros e autoridades brasileiras. "Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde", afirmou o presidente, sinalizando que o Itamaraty adotará o princípio da reciprocidade diplomática. É o fim da política de submissão: o Brasil agora exige o mesmo respeito que dedica às outras nações.
A tentativa de Beattie de visitar Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar — onde o ex-presidente cumpre pena por tentar destruir a democracia — foi a gota d’água para o governo federal. A presença de um representante oficial de Trump em uma unidade prisional para prestar solidariedade a um golpista seria um escárnio internacional. Com essa decisão, Lula reafirma que assuntos internos e decisões judiciais brasileiras competem apenas ao Brasil, frustrando os planos da extrema-direita de transformar a justiça brasileira em um palanque para interesses norte-americanos.
A lista completa das autoridades com vistos suspensos inclui também nomes como Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Jorge Messias (AGU). Essa perseguição sistemática por parte do governo Trump contra os guardiões da Constituição brasileira escancara o caráter vingativo da política externa de extrema-direita. No entanto, a resposta altiva do Palácio do Planalto deixa claro que a dignidade do Estado brasileiro e de seus representantes não está à venda e nem será trocada por visitas de cortesia a criminosos condenados.
Com informações do DCM
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