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O imperador da guerra falou, e o mundo ouviu mais uma amostra da arrogância que já custou mais de 1,3 mil vidas civis no Irã. Em entrevista ao programa The Brian Kilmeade Show, da Fox News Radio, Donald Trump foi questionado sobre quando pretende encerrar as agressões militares contra o Irã. A resposta resumiu a frieza de um líder que trata a morte de inocentes como mera questão de humor: "Quando eu sentir, OK, sentir nos meus ossos". Mais de duas semanas de bombardeios, escolas destruídas, crianças assassinadas e o fim da guerra depende do "feeling" do magnata.
Trump até ensaiou um tom de desfecho rápido, afirmando que "não acha que vá demorar muito para terminar", mas se recusou a dar qualquer prazo ou condição objetiva. A postura contrasta com a gravidade do momento: o preço do petróleo disparou, o tráfego no Estreito de Ormuz parou, países vizinhos foram atingidos por estilhaços do conflito e meio milhão de libaneses já fugiram de suas casas. Enquanto isso, o inquilino da Casa Branca trata a guerra como um reality show onde ele decide o final baseado em "intuição".
Na mesma entrevista, Trump irritou-se ao ser perguntado sobre a possibilidade de atacar a ilha de Kharg, por onde passam 90% das exportações de petróleo iraniano. "Brian, não posso responder a uma pergunta dessas. Você nem deveria estar perguntando isso", esbravejou, chamando a questão de "tola". A reação revela o nervosismo de um governo que prometeu uma guerra relâmpago e agora se vê enredado num conflito sem fim à vista, com baixas militares confirmadas e a opinião pública começando a questionar os custos da aventura.
Sobre a possibilidade de a Rússia estar apoiando o Irã com inteligência, Trump relativizou: "Acho que ele pode estar ajudando um pouco, sim. E ele provavelmente acha que estamos ajudando a Ucrânia, certo?" A declaração, mais uma vez, trata questões de geopolítica complexa como se fossem uma troca de favores entre vizinhos. O que Trump parece não sentir nos ossos é que, enquanto ele joga com vidas humanas como se fossem peças de um tabuleiro, o mundo assiste estarrecido a mais um capítulo da política externa americana baseada no mais puro e cruel voluntarismo.
Com informações da The Brian Kilmeade Show
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