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O Supremo Tribunal Federal mostrou mais uma vez que não vai dar margem para golpistas acharem que podem escapar da Justiça. O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira a prisão imediata dos integrantes do chamado núcleo 3 da trama golpista, conhecido como "kids pretos", que ainda estavam em liberdade. A decisão manda cumprir as penas que variam de 1 ano e 11 meses a 24 anos de prisão para militares e um agente da Polícia Federal condenados por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Parte do grupo já estava presa preventivamente e agora inicia o cumprimento da sentença em regime fechado.
Os condenados que foram recolhidos nesta sexta incluem o coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Netto, levado ao Batalhão de Polícia do Exército em Brasília; o coronel Fabrício Moreira de Bastos, preso em Palmas; e o tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, conduzido ao batalhão do Exército no Rio de Janeiro. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o grupo era responsável por planejar as ações mais violentas dentro da organização criminosa, incluindo um plano para assassinar autoridades e impedir a posse do governo legitimamente eleito em 2022.
A condenação dos sete principais réus do grupo havia sido confirmada por unanimidade pela Primeira Turma do STF em novembro do ano passado. Desde então, eles apresentaram embargos de declaração, recurso usado para pedir esclarecimentos sobre a decisão judicial, questionando a participação individual e dosimetria das penas. Ao analisar os pedidos, Moraes foi taxativo e rejeitou todos, afirmando que não havia no acórdão "qualquer obscuridade, dúvida, contradição ou omissão que devessem ser sanadas". A decisão escancara a fragilidade dos argumentos da defesa e a solidez das provas colhidas pela investigação.
Em seu voto, Moraes reiterou que a investigação identificou a atuação de uma organização criminosa armada liderada por Jair Messias Bolsonaro, com participação ativa de militares e integrantes do governo da época. O grupo teria atuado entre julho de 2021 e 8 de janeiro de 2023 com o objetivo claro de restringir o funcionamento dos poderes constitucionais e impedir a posse do governo eleito. Enquanto isso, os demais ministros da Primeira Turma acompanharam integralmente o voto do relator, mantendo as condenações e mandando para a cadeia aqueles que atentaram contra a democracia. O recado está dado: no Brasil, golpistas não terão perdão.
Com informações do G1
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