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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu mostras claras de que sua estratégia militar no Oriente Médio está naufragando. Em uma publicação carregada de tensão em sua rede social, o mandatário afirmou neste sábado (14) que espera que uma coalizão internacional envie navios de guerra para o Estreito de Ormuz, na tentativa de romper o bloqueio imposto pelo Irã. Após sofrer reveses significativos e ver o preço do petróleo disparar, Trump tenta agora socializar os custos de sua guerra pessoal, citando nações como China, Japão e Reino Unido como possíveis aliadas em uma operação que, até o momento, não passa de um desejo unilateral da Casa Branca.
A situação no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo mundial, é o ponto de maior vulnerabilidade para a economia global e para o próprio governo norte-americano. Enquanto Trump vocifera que as forças dos EUA continuarão a "bombardear intensamente o litoral" e a afundar embarcações iranianas, a realidade no terreno mostra que o Irã conseguiu paralisar a rota mais sensível do planeta. Sem o apoio oficial de Pequim ou Tóquio — que mantêm cautela diante do belicismo de Washington —, o governo Trump se vê isolado em um conflito que já dura 15 dias e ameaça levar as potências ocidentais a um colapso energético sem precedentes.
Analistas internacionais interpretam o apelo de Trump como uma confissão de que a máquina de guerra estadunidense não consegue garantir sozinha o fluxo de abastecimento no Golfo Pérsico. O silêncio das nações mencionadas reforça o declínio da hegemonia dos EUA, enquanto o governo Lula e outros líderes do Sul Global observam com preocupação os impactos dessa aventura militar na inflação e na estabilidade mundial. A insistência de Trump em manter o conflito, ao mesmo tempo em que implora por socorro militar estrangeiro, revela uma gestão que perdeu o controle das consequências de suas agressões ao povo iraniano.
Com informações do Brasil247
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